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"Registros secretos do governo britânico relatam que o governo dos militares brasileiros atuou para abafar uma investigação de corrupção na compra de navios de escolta construídos na Inglaterra durante os anos 1970. Os papéis mostram que os governos ditatoriais dos generais Emílio Garrastazu Médici (1969-1974) e Ernesto Geisel (1974-1979) abafaram o caso de fraude milionária. Isso porque, de acordo com os registros, em 1978, o governo britânico queria investigar a denúncia de superfaturamento na compra de equipamentos para a construção dos navios vendidos ao Brasil. O Reino Unido ainda ofereceu o pagamento de uma indenização de 500 mil libras (algo que, hoje, equivale a 3 milhões de libras ou R$ 15 milhões) – o que foi rejeitado pela ditatura militar . A investigação realizada em Londres nos anos 70 revela que o estaleiro contratado para construir os navios pediu desconto aos fornecedores dos equipamentos, mas as notas fiscais saíam com o preço sem o desconto. Em determinado trecho dos papéis britânicos é revelado que o governo brasileiro preferia 'que o assunto fosse ‘deixado de lado’ o mais rapidamente possível'. E que 'o governo inglês ficou sem entender por que o Brasil não quis receber de volta o valor numa ordem de 500 mil libras'."
Fonte: Adaptado de Último Segundo - iG de 02/06/2018.
Nunca pensei que o óleo diesel tinha tanta influência na minha vida. É produto que jamais adquiri, mas que me prestava serviços inestimáveis sem que eu me desse conta disso. Agora, com os caminhões parando por falta desse combustível, que se elevou pelo preço, à altura do Moet et Chandon bebido no Régine, sinto quanto o óleo diesel é preciso e está ligado à existência de um cronista. Sem diesel não há transporte de mercadorias; sem transporte, não há abastecimento das cidades; sem abastecimento, o cronista perece de inanição; e perecendo, adeus crônica. Sei que os leitores não perdem nada com isso. Mas a carestia, o desaparecimento desse óleo fundamental os afetará também em suas vidas e atividades normais. Se o diesel não voltar à normalidade, estamos todos fritos. Como o próprio Sr Diesel, que bolou o motor a diesel movido pelo óleo diesel, controlado pelo índice diesel, e que morreu afogado. É diesel demais na vida da gente e pouco óleo. Como sair desta?
FONTE: Carlos Drummond de Andrade, no Jornal do Brasil, 4 de agosto de 1979
"Milhares de toneladas de alimentos perdidas, escassez de comida, disparada de preços. A paralisação, iniciada na semana passada, e suas consequências, quase que imediatas, em termos de abastecimento é uma oportunidade para refletirmos sobre como organizamos os processos de produção e comercialização de alimentos no Brasil. Alimentar milhões de brasileiros passa por fortalecer a conexão entre a cidade e o campo. Pensar a segurança alimentar e nutricional é pensar no acesso, distribuição, disponibilidade, consumo e, portanto, formas de abastecimento. É estimular a diversificação de culturas. É buscar a readequação da legislação sanitária de alimentos de origem animal e bebidas à produção artesanal, tradicional e familiar. É fortalecer o Plano Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica. É garantir do acesso à terra e ao território, requisito fundamental para a redução das desigualdades no campo brasileiro e para a garantia do Direito Humano à Alimentação Adequada."
Fonte: Adaptado de RECINE, Elisabetta. Le Monde Diplomatique Brasil em 30/05/2018.
Disponível em < http://goo.gl/vKjJU6>
Qual acontecimento recentemente paralisou o transporte e a distribuição de produtos variados pelo país inteiro?