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Acerca das operações com números reais e suas propriedades, julgue o item a seguir.
Se a e b são números reais que satisfazem a < b < 0, então é
correto concluir que 1/a<
1/b
< 0 e que a2
> b2
> 0.
A avaliação é inerente ao processo de ensino e aprendizagem em matemática. Nesse contexto, julgue o item que se segue.
A avaliação na matemática tem caráter puramente
quantitativo e, portanto, não deve ser tratada como uma
situação de aprendizagem para o aluno.
Texto 14A1-I
As línguas são, de certo ponto de vista, totalmente equivalentes quanto ao que podem expressar, e o fazem com igual facilidade (embora lançando mão de recursos bem diferentes). Entretanto, dois fatores dificultam a aplicação de algumas línguas a certos assuntos: um, objetivo, a deficiência de vocabulário; outro, subjetivo, a existência de preconceitos.
É preciso saber distinguir claramente os méritos de uma língua dos méritos (culturais, científicos ou literários) daquilo que ela serve para expressar. Por exemplo, se a literatura francesa é particularmente importante, isso não quer dizer que a língua francesa seja superior às outras línguas para a expressão literária. O desenvolvimento de uma literatura é decorrência de fatores históricos independentes da estrutura da língua; a qualidade da literatura francesa diz algo dos méritos da cultura dos povos de língua francesa, não de uma imaginária vantagem literária de se utilizar o francês como veículo de expressão. Victor Hugo poderia ter sido tão importante quanto foi mesmo se falasse outra língua — desde que pertencesse a uma cultura equivalente, em grau de adiantamento, riqueza de tradição intelectual etc., à cultura francesa de seu tempo.
Igualmente, sabe-se que a maior fonte de trabalhos científicos da contemporaneidade são as instituições e os pesquisadores norte-americanos; isso fez do inglês a língua científica internacional. Todavia, se os fatores históricos que produziram a supremacia científica norte-americana se tivessem verificado, por exemplo, na Holanda, o holandês nos estaria servindo exatamente tão bem quanto o inglês o faz agora. Não há no inglês traços estruturais intrínsecos que o façam superior ao holandês como língua adequada à expressão de conceitos científicos.
Não se conhece caso em que o desenvolvimento da superioridade literária ou científica de um povo possa ser claramente atribuído à qualidade da língua desse povo. Ao contrário, as grandes literaturas e os grandes movimentos científicos surgem nas grandes nações (as mais ricas, as mais livres de restrições ao pensamento e também — ai de nós! — as mais poderosas política e militarmente). O desenvolvimento dos diversos aspectos materiais e culturais de uma nação se dá mais ou menos harmoniosamente; a ciência e a arte são também produtos da riqueza e da estabilidade de uma sociedade.
O maior perigo que correm as línguas, hoje em dia, é o de não desenvolverem vocabulário técnico e científico suficiente para acompanhar a corrida tecnológica. Se a defasagem chegar a ser muito grande, os próprios falantes acabarão optando por utilizar uma língua estrangeira ao tratarem de assuntos científicos e técnicos.
Mário A. Perini. O rock português (a melhor língua para
fazer ciência). In: Ciência Hoje, 1994 (com adaptações).
Considerando os sentidos e os aspectos linguísticos do texto 14A1-I, julgue o item a seguir.
No primeiro período do terceiro parágrafo, o pronome “isso”
retoma a ideia veiculada pelo trecho “Igualmente, sabe-se
que a maior fonte de trabalhos científicos da
contemporaneidade são as instituições e os pesquisadores
norte-americanos”.
O Esclarecimento é a saída do homem da condição de menoridade autoimposta. Menoridade é a incapacidade de servir-se de seu entendimento sem a orientação de um outro. Essa menoridade é autoimposta quando a sua causa reside na carência não de entendimento, mas de decisão e coragem em fazer uso do seu próprio entendimento sem a orientação alheia. Sapere aude! Tem coragem em servir-te de teu próprio entendimento! Este é o mote do Esclarecimento.
Immanuel Kant. Que é Esclarecimento? In: Danilo Marcondes. Textos básicos de ética: de Platão a Foucault. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2007, p. 95.
Tendo o texto precedente como referência inicial, julgue o item que se segue, a respeito da concepção kantiana acerca da ética, da autonomia da razão e da dignidade.
De acordo com a teoria moral kantiana, embora seja
naturalmente livre, o ser humano se submete à orientação
de outrem por medo, preguiça, comodismo ou covardia.
A respeito da história do período colonial e do período imperial do Brasil, julgue o item a seguir.
A luta dos escravizados pela liberdade ocorreu tanto pela fuga
e formação de quilombos, que representaram uma alternativa
concreta à ordem escravista, quanto pela negociação: os
escravos reivindicaram momentos livres para se dedicar a seus
afazeres, a sua cultura e religiosidade, e a suas famílias,
recebendo eventuais concessões.