Gomercindo foi julgado pelo Tribunal do Júri de Ibirubá por incurso no art. 121, § 2º, incisos I e IV, combinados com os arts. 29 e 61, II, "e", todos do Código Penal, e condenado a 13 anos de reclusão em regime inicialmente fechado. A defesa apelou alegando somente a nulidade do julgamento por má formulação dos quesitos, pois sua única tese foi a de negativa de autoria, mas a Magistrada, além dos três primeiros quesitos do art. 483 do Código de Processo Penal, introduziu por sua conta indagações a respeito da tese de menor participação no delito e da possível intenção do réu de participar de crime diverso. O Ministério Público de 1° grau, em contrarrazões, sustentou a legalidade da decisão recorrida.
O Procurador de Justiça que analisará o feito deve opinar pelo
“O direito de defesa constitui pedra angular do sistema de proteção dos direitos individuais e materializa uma das expressões do princípio da dignidade da pessoa humana” ST , HC 89.176, Rel. Min. Gilmar Mendes, 2ª T, DJ de 22-9-2006). Em relação ao direito de defesa e seus consectários, é correto afirmar que:
Pablo figura como réu em ação penal pela prática do crime de estupro, estando preso cautelarmente em penitenciária na mesma unidade da Federação em que o juiz exerce sua jurisdição. Em virtude de um erro dos serventuários e funcionários da Justiça, não foi solicitada sua requisição para o dia designado para audiência de instrução e julgamento, de modo que o acusado não compareceu. Diante disso, o juiz, contra a vontade do advogado de Pablo, realizou a oitiva das testemunhas de acusação e defesa, mas adiou o interrogatório. Considerando os fatos narrados, é correto afirmar que o magistrado:
O Ministério Público Federal ofereceu denúncia em face de Vitor,
imputando-lhe a prática do crime de contrabando, previsto no
Art. 334-A do CP.
O acusado foi regularmente citado e ofereceu resposta à
acusação no prazo legal. Não tendo sido absolvido
sumariamente, foi designada audiência de instrução, na qual foi
produzida a prova testemunhal e, a seguir, iniciado o
interrogatório. Nesse momento, Vitor foi qualificado, cientificado
do teor da acusação e questionado sobre sua pessoa.
Antes de o juiz iniciar as perguntas sobre o fato, o réu manifestou
seu desejo de permanecer em silêncio, respondendo apenas às
perguntas de seus advogados. Sob protestos da defesa técnica, o
juiz encerrou o ato, negando o silêncio parcial. Vitor veio a ser
condenado, sem que pudesse se manifestar pessoalmente sobre
os fatos imputados.
Diante da situação narrada, assinale a afirmativa correta.