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Então o que é, ou era, exatamente o crescente fértil? Primeiro, é preciso mencionar que se trata de um conceito moderno, cujas origens são não só ambientais, mas também geopolíticas. A designação crescente fértil foi inventada no século XIX, quando as potências imperiais da Europa estavam retalhando o Oriente Médio de acordo com seus interesses estratégicos. Em parte, devido à estreita ligação entre a arqueologia, a história antiga e as instituições modernas dos impérios, essa designação passou a ser amplamente adotada entre os pesquisadores para descrever uma área desde as costas orientais do Mediterrâneo (Palestina, Israel e Líbano atuais) até o pé da cordilheira de Zagros (correspondendo mais ou menos à fronteira entre o Irã e o Iraque), depois de atravessar partes da Síria, da Turquia e do Iraque. Hoje em dia, são apenas os pré-historiadores que continuam a usar essa designação para indicar a região onde se iniciou a agricultura: um cinturão de terras aráveis cercado por montanhas e desertos.
David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história
da humanidade. Tradução de Denise Bottmann e Claudio Marcondes.
São Paulo: Cia. das Letras, 2022, p. 248 (com adaptações).
No que concerne à região mencionada no texto anterior, julgue o item subsequente.
A guerra entre Irã e Iraque (1980-1988) foi um conflito motivado por rivalidades territoriais em torno da região do rio Shatt al-Arab, sem o envolvimento de potências externas.
Analise as informações a seguir:
I. Nos idos de 23 de 1993, o conflito do Oriente Médio parecia se encaminhar para um final pacífico, quando os delegados palestinos e israelenses anunciaram em Oslo a formalização de um entendimento histórico entre Yasser Arafat e Yitzhak Rabin, provavelmente os dois líderes mais importantes de autoridade palestina e o Estado de Israel. As simbólicas três cartas trocadas entre os dois líderes reconheciam a legitimidade dos pleitos dos dois povos, comprometendo-se a negociar todas as questões espinhosas em um intervalo de cinco anos. Um mês após o anúncio do entendimento em Oslo, Arafat e Rabin celebraram nos jardins da Casa Branca o documento formal, os Acordos de Oslo, com a presença de Bill Clinton e vários chefes de estados árabes e europeus.
II. De uma forma geral, os Acordos previam o fim do conflito armado; retiradas israelenses de extensas partes dos territórios ocupados de Gaza e Cisjordânia; formação de um protestado palestino (Autoridade Nacional Palestina) com poderes administrativos e diplomáticos; cooperação nas áreas de segurança, infraestrutura e economia; e o início de negociações sobre um tratado de paz no transcorrer máximo de cinco anos. Apesar de seus limitados objetivos, os Acordos de Oslo de 1993 representavam revisões profundas nas doutrinas políticas e estratégicas dos dois atores, a saber, a ideia de extinção de Israel, propagada no início da fundação do Estado Judaico pelas forças palestinas, e o fim das ocupações em territórios palestinos.
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