Questões da IF-ES
Sobre biossegurança em laboratórios, analise as alternativas abaixo, verifique se são VERDADEIRAS (V) ou FALSAS (F) e depois marque a resposta que contenha a sequência CORRETA:
( ) Entre os riscos individuais e coletivos de acidentes de laboratório, pode-se listar e classificar inicialmente os riscos em químicos, físicos e biológicos.
( ) De forma mais detalhada, a análise do risco no funcionamento integral de um estabelecimento pode ser originada ou relacionada com problemas hidráulicos e elétricos, sanitários e ecológicos, químicos, biológicos e radioativos, entre outros riscos físicos provenientes da utilização de instrumentos e aparelhos especiais.
( ) Em casos de acidente de causa química ou elétrica, alguns trabalhadores do setor, podendo ser um por turno de funcionamento, mesmo que cada turno tenha mais de um servidor, devem saber manipular correta e adequadamente os diversos aparelhos de controle e contenção de fogo (extintores específicos).
( ) A manipulação, acondicionamento temporário e descarte de resíduos tóxicos e contaminados dos setores devem ser acompanhados segundo recomendação técnica da Instituição e/ou órgão responsável no município, cidade ou estado.
( ) Os riscos hidráulicos e elétricos devem ser observados criteriosamente de forma ordenada e atenta e sua responsabilidade deve ser atribuída aos profissionais dos laboratórios, sem exceção, para minimização dos riscos de inundações, choques elétricos e incêndios.
Existem poucas pesquisas ou trabalhos brasileiros que abordam a atuação dos tradutores surdos, mas entre as realizadas está a pesquisa de Fleury (2010). Analise as afirmações abaixo sobre essa prática tradutória de acordo com o artigo da autora.
I) O tradutor surdo é um profissional que não fica entre o emissor e o receptor, sendo que o destaque vai para o sinalizador e não para o tradutor. Ele atua de modo similar a um “espelho”.
II) Boa parte dos tradutores surdos fornece uma tradução cultural como experiência visual entre Português e Libras.
III) A editora Arara Azul e o material intitulado Literatura em Língua de Sinais apresentam o trabalho de tradutores surdos em atuação, como atores em performances em Libras.
IV) O papel de tradutores no desenvolvimento e reconhecimento da língua de sinais é imprescindível, já que esta língua não é de todo conhecida. Espera-se, em vista disso, a difusão e o esclarecimento da possibilidade de melhorar os estudos e pesquisas sobre a atuação dos tradutores surdos.
V) É prática comum para os tradutores surdos utilizar estratégias destinadas a envolver o surdo, pedir esclarecimentos, verificar a compreensão, manter o foco, esclarecer o contexto e construir a tradução que é consistente com o quadro experiencial e linguístico do surdo.
São explicações CORRETAS sobre as práticas dos tradutores surdos mencionadas apenas:
Cheiro de bebê e de vó: Por que o odor do nosso corpo muda ao longo da vida?
Em artigo, médica fisiologista descreve como a ciência explica o cheiro da infância, adolescência e velhice.
Proponho um desafio: você seria capaz de adivinhar a faixa etária de alguém sentado ao seu lado que não usa perfume usando apenas o olfato? Não encontrei nenhum desafio desse tipo no TikTok, mas encontrei pesquisas que comprovam isso: podemos discriminar a idade de uma pessoa pelo cheiro. [...]
O cheiro de um bebê fortalece o carinho dos pais
Durante a infância, o odor corporal geralmente é leve devido à baixa atividade das glândulas sudoríparas e a um simples microbioma da pele (comunidade de microrganismos). Mesmo assim, os pais conseguem identificar a “fragrância” que o próprio filho exala e preferem-na à de crianças desconhecidas.[...]
Aroma adolescente de “humanidade”
A adolescência envolve uma mudança significativa no odor corporal. Essa transformação se deve à produção de hormônios sexuais, que, entre outras coisas, induz a ativação das glândulas sudoríparas e sebáceas.
Enquanto a maioria das glândulas sudoríparas (glândulas écrinas) excretam água e sais, as chamadas glândulas sudoríparas apócrinas (associadas aos cabelos e localizadas nas axilas e na área genital) secretam proteínas e lipídios. É a degradação conjunta destes lípidos e do sebo (triglicéridos, ésteres de cera, esqualeno e ácidos gordos livres) libertados pelas glândulas sebáceas presentes em quase toda a pele que gera o característico aroma “humano”.
A decomposição dessas substâncias ocorre quando entram em contato com o ar e as bactérias da pele. Microrganismos como o Staphylococcus convertem gorduras em ácido acético e ácido 3-metilbutonóico, responsáveis pelo cheiro azedo dos adolescentes. [...]
E o que acontece com o nosso cheiro quando envelhecemos?
Com o envelhecimento, a falta de colágeno na pele comprime e reduz a atividade das glândulas sudoríparas e sebáceas. A perda dos primeiros explica a dificuldade dos idosos em manter o equilíbrio térmico. Quanto aos sebáceos, não só a sua produção diminui, como a sua composição muda, reduzindo a quantidade de compostos antioxidantes como a vitamina E ou o esqualeno. Tudo isso, somado à também menor capacidade de produção de antioxidantes pelas células da pele, desencadeia um aumento das reações de oxidação, dando origem ao cheiro de “idoso”, que os japoneses chamam de kareishu.
Assim, a partir dos 40 anos, a forma como são processados alguns ácidos graxos da pele, como o ômega-7 (ácido palmitoléico), começa a mudar. A oxidação deste ácido graxo monoinsaturado dá origem ao 2-nonenal , responsável pelo odor característico. A propósito, esse composto também é encontrado na cerveja velha e no trigo sarraceno, e é descrito como tendo um cheiro gorduroso e de grama.
Se para algumas pessoas esse cheiro é desagradável, a maioria de nós o associa às boas lembranças dos avós e dos pais. E é provável que, tal como na infância, ajude a perpetuar o cuidado, desta vez com os mais velhos.
Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/colunistas/the-conversation/noticia/2024/11/ acessado em 29/12/2024.
The Conversation*
*Este artigo foi originalmente publicado em espanhol no site The Conversation por Noélia Valle, Professora de Fisiologia na Universidade Francisco de Vitória, na Espanha.( adaptado)