Questões da INDEPAC
Os demonstrativos emitidos pela Contabilidade propiciam a tomada de decisões relacionadas com o andamento das atividades de uma empresa ou entidade. Acerca desses demonstrativos, analise as proposições abaixo.
I. Há despesas constantes do DRE (Demonstrativo do Resultado do Exercício) que não influenciam os totais do Fluxo de Caixa.
II. BV (Balancete de Verificação) e BP (Balanço Patrimonial) diferem pela não apresentação, no último, dos valores das contas de resultados.
III. No BV não há a preocupação com a apuração dos totais de saldos devedores ou credores das contas da empresa ou entidade.
IV. O lucro ou prejuízo, apurado no final do exercício, não influencia os valores constantes do BP (Balanço Patrimonial).
Está(ão) correta(s) apenas
Namorados Angustiados
Por que não há, no Tinder - ou em qualquer aplicativo que queira formar verdadeiros casais - a opção "descreva as suas angústias"?
O que nos une, nos identifica, não são nossos gostos e nossas qualidades.
O que nos identifica, na verdade, são as nossas angústias em comum.
Freud escreveu que a única emoção sincera que temos é ela, a angústia.
Todas as outras características que temos são falsas. Invenções de nós a nós mesmos.
Só se conhece alguém de verdade quando se conhece suas angústias.
Kierkegaard dizia que a angústia é a possibilidade de liberdade - e o medo desta possibilidade. "O puro sentimento do possível".
O melhor namorado, a melhor namorada, é aquele ou aquela que tem as mesmas angústias que você.
E os relacionamentos mais duradouros são os baseados na afinidade não das levezas, mas das angústias de um casal.
Amor verdadeiro não é aquele no qual os dois gostam de praia (ou montanha), do mesmo sabor de sorvete, das mesmas' piadas.
Amor verdadeiro é o dos que passam uma noite em claro porque o bebê está com febre, ou porque o aluguel está atrasado. É dos que já esqueceram a última vez em que tiveram algum tempo para, com calma, tomar um sorvete juntos.
Amor verdadeiro não é aquele dos que dormem de conchinha e se presenteiam no dia dos namorados.
É o dos que dormem agarrados, angustiados, porque têm certeza de que um dia a relação irá terminar. Dos que sabem que toda noite é preciosa, porque é uma de um número finito delas.
Amor verdadeiro é o dos que acham, juntos, que o mundo vai acabar amanhã.
Não é o dos que gostam de malhar juntos e planejam comprar uma casa própria com serenidade e organização financeira. Não é daqueles que vemos uma foto, encontramos num jantar, e passamos anos acreditando, felizes, em tudo o que a pessoa diz.
Amor verdadeiro é aquele que sabe que nunca dizemos a verdade. Nem para nós mesmos. Muito menos para nós mesmos.
O amor que a gente inventa faz um bem danado.
Já o amor verdadeiro não faz bem à saúde.
A verdade nos intoxica.
A mentira nos salva.
Amor verdadeiro não é aquele que faz o coração bater mais rápido.
Amor verdadeiro é aquele que dá gastrite braba.
Nos dois.
Ao mesmo tempo.
É match de estômago.
É crush de angústias.
(Dodô Azevedo / Fonte: Acesso em 14/6/2017.)
Sobre a pontuação do trecho abaixo, assinale a alternativa correta.
“O que nos identifica, na verdade, são as nossas angústias em comum."
Texto I
A entrada em pauta, no Supremo Tribunal Federal (STF), do caso que discute a validade do foro por prerrogativa de função nos faz lembrar que está parada no Congresso a proposta de emenda à Constituição que pretende, justamente, acabar com esse instituto popularmente conhecido como foro privilegiado.
Trata-se de uma demanda urgente e necessária. Afinal de contas, já se passaram 128 anos da proclamação da República e 32 anos do fim da ditadura militar. Não faz mais sentido mantermos no arcabouço legal alguns privilégios típicos de impérios e ditaduras.
É desejável e salutar que o Congresso retome a discussão porque, no processo legislativo, diferentemente do que ocorre no tribunal, é possível ampliar o foco e incluir no debate, por exemplo, o fato de o foro não ser o único instituto usado de forma distorcida em nosso arcabouço jurídico.
A questão não deveria ser, pura e simplesmente, colocar abaixo o instrumento do foro por prerrogativa de função, que foi criado originalmente para proteger os cargos e as instituições — não os seus ocupantes. O alvo da investida deve ser todo o sistema de privilégios.
Mudar o texto constitucional é um movimento muito sério, que deve servir ao aperfeiçoamento do sistema normativo.
Por isso, precisa ser precedido de um debate igualmente sério e aprofundado — o que, infelizmente, é raramente feito no Brasil. Tanto é assim que, desde 1988, quando foi promulgada nossa atual Constituição, já foram feitas 96 emendas. Nos Estados Unidos, cuja Constituição data de 1787, foram feitas só 27 emendas — a última, de 1992, proibiu deputados e senadores de aumentarem o próprio salário.
Mergulhado em profunda crise política e institucional, o país tem grande demanda por valores éticos mais rígidos, sobretudo com relação ao trato da coisa pública e à aplicação dos princípios da equidade perante a lei. Nesse sentido, o foro privilegiado não é a única afronta à igualdade de todos perante a lei.
É preciso inserir nesse debate a concessão indiscriminada de carros oficiais, de escoltas armadas, de viagens de avião, de auxílio-moradia, de jantares, de festas pagas com dinheiro público e diversos outros exemplos.
(...)
Para retomar os rumos definidos na Constituição, é preciso banir as regalias e definir quais são as pouquíssimas funções que realmente requerem atenção do Judiciário contra as oscilações de adversários políticos e do mercado. Isso é proteger as instituições, não seus ocupantes.
A existência de milhares de detentores de foro e de outros privilégios, como ocorre hoje, é uma distorção cruel da lei.
LAMACHIA, Claudio. “Acabar com privilégios e proteger a República”.
Disponível em:
<http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/11/1937454-acabar-com-privilegios-e-proteger-a-republica.shtml>. Acesso em: 25/03/2018.
Texto I
O racismo cresce e assusta na Europa, onde estive durante o último mês e pouco. Acontece um tétrico torneio de violência entre etnias e grupos – brancos contra negros e árabes, árabes contra negros e judeus, neonazistas contra negros, árabes, judeus e o que estiver pela frente. Racismo não é novidade no continente, e nem é preciso invocar a velha tradição antissemita e o seu paroxismo nazista. Na Europa desigual que emergiu da II Guerra Mundial, portugueses, espanhóis, italianos, gregos e outros em fuga das regiões mais pobres eram discriminados onde procuravam os empregos que não tinham em casa, e o problema dos magrebinos na França é anterior à II Guerra. Mas todos integraram-se de um jeito ou de outro no país escolhido ou voltaram aos seus próprios países economicamente recuperados, e o velho racismo foi solucionado, ou pelo menos amenizado, pelo tempo e o progresso.
O que assusta no novo racismo é a ausência de qualquer solução parecida à vista. Ele é econômico como o outro, claro. Existe na sua grande parte entre jovens marginalizados e sem perspectiva. Mas envolve cor e religião e ódios culturais novos, ou – no caso de judeus e muçulmanos – ódios antigos importados. E o tempo só piora o novo racismo. Caso curioso é o do futebol, que deveria estar contribuindo para o entendimento racial, mas ajuda a deteriorá-lo. Não há grande clube europeu que não tenha um bom número de jogadores negros, que são ídolos das suas torcidas, mas alvos dos insultos raciais das torcidas adversárias – que esquecem seus próprios ídolos negros na hora do xingamento. É nos estádios de futebol que tem havido os piores incidentes raciais. Na França fazem campanhas contra o preconceito e a violência, e contra as novas manifestações do antissemitismo, que tem sido uma infecção recorrente na história da Europa cristã. A luta parece em vão num mundo que, quanto mais cosmopolita fica, mais se retribaliza.
VERÍSSIMO, L.F. “Novos ódios”. Zero Hora, 31 mar.2005. Disponível
em:<http://observatoriodaimprensa.com.br/armazemliterario/misterio-resolvido/
Releia estes trechos:
I. “Na Europa desigual que emergiu da II Guerra Mundial (...)”
II. “(...) num mundo que, quanto mais cosmopolita fica, mais se retribaliza.”
Configuram-se como antônimos das expressões destacadas
nas frases I e II, respectivamente:
O valor aplicado pela Administração Pública na despesa com pessoal deve obedecer a determinados limites. Conforme a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal):
I. a despesa total com pessoal é formada pela soma dos dispêndios da entidade pública, seja com os servidores ativos, ou com os inativos e os pensionistas.
II. não são computados, no total mencionado na assertiva imediatamente anterior, os valores relativos a mandatos eletivos.
III. com relação aos servidores militares, podem ser incluídos, conforme a lei em vigor no município, os valores das pensões e aposentadorias.
IV. não devem ser considerados, também, os valores dos contratos de terceirização de mão-de-obra.
Está(ão) correta(s) apenas