Carolina, logo após ter sido dispensada sem justa causa,
ajuizou ação trabalhista, pleiteando pagamento de adicional
de horas extras e terço de férias não pagos durante a relação de
emprego. Na data da audiência, Carolina não compareceu, e o
processo foi arquivado pelo juízo. Após um ano, Carolina
ajuizou nova reclamação, reproduzindo os pedidos anteriores,
com inclusão de pleito de pagamento de adicional noturno.
Considerando essa situação hipotética, julgue os itens seguintes,
com base na legislação processual trabalhista e no entendimento
jurisprudencial consolidado do STF e do TST.
I O ajuizamento da primeira reclamação não acarretou a
interrupção da prescrição em relação aos pedidos nela
formulados, haja vista o arquivamento dessa reclamação.
II O ajuizamento da primeira reclamação não acarretou
interrupção da prescrição em relação ao pedido de pagamento
de adicional noturno, uma vez que tal pedido não constava da
primeira ação ajuizada.
III Caso não seja beneficiária da justiça gratuita, Carolina será
condenada ao pagamento das custas processuais pelo
arquivamento da reclamação trabalhista, exceto se
comprovar, no prazo de trinta dias, que seu não
comparecimento à audiência ocorreu por motivo legalmente
justificável.
IV Caso seja beneficiária da justiça gratuita, Carolina não será
condenada ao pagamento das custas processuais pelo
arquivamento da reclamação trabalhista, visto que tal
exigência legal é inconstitucional por vulnerar o livre acesso
à jurisdição.
Assinale a opção correta.