Paciente de 56 anos de idade, renal crônico
dialítico, faz uso de cateter de longa permanência e
diálise três vezes por semana. Assintomático, foi indicada
internação para confecção de fístula para diálise. Internação
realizada em 12/08/2023, em leito de enfermaria, em dia
de diálise programada no próprio hospital pelo cateter
de longa permanência. Precisou permanecer internado
por 5 dias para realização de exames pré‑operatórios. No
sexto dia, apresentou quadro de choque séptico, quando
foram coletadas culturas de sangue periférico, sangue do
cateter e de urina para identificação etiológica do choque
séptico. No mesmo dia, como parte do quadro, apresentou
febre de 39,0 o
C. Precisou ser intubado pelo rebaixamento
de nível de consciência, com introdução de cateter vesical
de demora. Iniciou Meropenem e Vancomicina, já que
era dialítico e com risco de infecção por enterobactérias
com resistência ESBL e MRSA. Após dois dias em terapia
intensiva, manteve choque refratário e evoluiu a óbito.
Um dia seguinte ao óbito, houve identificação de candida
glabrata na urocultura, hemocultura do cateter e
hemocultura periférica.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa
que apresenta o diagnóstico epidemiológico de
IRAS (Infecção relacionada à assistência à saúde), de acordo
com os critérios diagnósticos da ANVISA, de 2023.