Posso me locomover, correr, andar, engatinhar, arrastar, saltar, cair, rolar. Posso fazer caminhos pelo chão. Caminhos retos, triangulares, quadrangulares, caminhos sinuosos, curvos. Percebo minha lateralidade, minha geometria. Sinto o volume do corpo. Sinto-me como argila a ser transformada em formas. Sou uma bola, rolo. Faço com o meu corpo formas geométricas. Sou cristal. Corro. Percebo a geometria do espaço, as formas das coisas, da natureza, dos seres humanos ao meu redor. Sinto-me plena, infinita. Percebo meus limites. Vendo-os, luto por transcendê-los. Contemplo a transcendência de mim mesma. Percebo o que não tem forma, sinto apenas a sua presença. Sinto-me presente. Agora, individualizada, percebo a presença de meus semelhantes. Aproximo-me do outro. Faço uma roda. Estamos juntos, de mãos dadas: a roda fecha-se, abre-se, sobe e desce, transforma-se em triângulos, quadrados, espirais. Sinto-me líder. Os outros me seguem, se deixam levar pelos movimentos que invento. Sinto-me liderada, humilde, vou aprendendo a me relacionar comigo mesma e com os outros.
Com referência ao texto acima, julgue o item subsequente, considerando os fundamentos da dança moderna.
O depoimento acima corresponde à descrição de uma coreografia bem definida, com padrões rítmicos e espaciais desenvolvidos em forma canônica.