I - Neurossífilis assintomática causa meningite leve em cerca de 15...
🏢 FAU🎯 Prefeitura de Prudentópolis - PR📚 Medicina: Clínica e Saúde Pública
#Doenças Infecciosas e Parasitárias
Esta questão foi aplicada no ano de 2024 pela banca FAU no concurso para Prefeitura de Prudentópolis - PR. A questão aborda conhecimentos da disciplina de Medicina: Clínica e Saúde Pública, especificamente sobre Doenças Infecciosas e Parasitárias.
Esta é uma questão de múltipla escolha com 5 alternativas. Teste seus conhecimentos e selecione a resposta correta.
Na sífilis que é uma doença sexualmente
transmissível pode ocorrer complicações,
dentre elas a neurosífilis. Sobre este assunto
analise as alternativas e assinale a correta:
I - Neurossífilis assintomática causa
meningite leve em cerca de 15% das pessoas
com diagnóstico original de sífilis latente, em
25 a 40% daquelas com sífilis secundária, em
12% daquelas com sífilis cardiovascular e em
5% das com sífilis terciária benigna. Sem
tratamento, evolui para neurossífilis
sintomática em 5% dos casos. É improvável
que uma pessoa cujo líquido
cefalorraquidiano é normal > 2 anos após a
infecção inicial desenvolva neurossífilis.
II - Neurossífilis meningovascular resulta de
inflamação das artérias de tamanho médio ou
pequeno do cérebro ou da medula espinal; os
sintomas ocorrem tipicamente em 5 a 10 anos
após a infecção e variam de nenhum a
acidente vascular encefálico. Os sintomas
podem começar com cefaleia, rigidez de nuca,
tontura, comportamento estranho, pouca
concentração, perda de memória, cansaço,
insônia e visão borrada. O envolvimento da
medula espinal pode produzir fraqueza e
desgaste da cintura escapular e dos músculos
do membro superior, paraplegia espástica
lentamente progressiva com incontinência
urinária e/ou fecal e, em casos raros, paralisia súbita das pernas decorrente de trombose
das artérias espinais.
III - Neurossífilis parenquimatosa (paresia
geral ou demência paralítica) resulta de
meningoencefalite crônica que provoca
destruição do parênquima cortical. Em geral,
desenvolve-se em 15 a 20 anos depois da
infecção inicial, na maioria das vezes não
afetando pacientes antes dos 40 ou 50 anos
de idade. Produz deterioração progressiva de
comportamento e pode mimetizar uma doença
mental ou demência. Irritabilidade, dificuldade
de concentração, deterioração de memória,
julgamento alterado, cefaleia, insônia, fadiga e
letargia são comuns; convulsões, afasia e
hemiparesia transitória são possíveis. A
higiene e a aparência do paciente se
deterioram. Instabilidade emocional, perda
ponderal, depressão e delírios de grandeza
com falta de discernimento podem ocorrer. Os
sinais incluem tremores de boca, língua, mãos
estendidas e corpo inteiro; anormalidades de
pupila; disartria; hiper-reflexia; e, em alguns
casos, respostas do músculo extensor
plantar. A caligrafia é geralmente trêmula e
ilegível.