Uma paciente, 59 anos de idade, foi ao pronto
atendimento com queixa de lesão dolorosa na perna e estava
acompanhada de sua filha. Ela relatou que não sabia ao
certo como a lesão surgiu, mas notou que vem aumentando
de tamanho e com piora da dor, sem posição para colocar
a perna que faça conseguir melhora álgica. Estava em uso
diário de analgésicos e do antibiótico cefalexina há uma
semana indicado por uma amiga da paciente que alegou
ter tido uma lesão semelhante, com melhora após o uso
do antibiótico. Ela negou comorbidades, mas a filha relatou
que a mãe já havia sido diagnosticada com hipertensão e
dislipidemia há anos sem nunca ter iniciado o tratamento
adequado. PA: 170 x 100 mmHg | FC: 70 bpm. Ex‑tabagista 40 maços/ano (cessou há 5 meses).
Exame físico vascular:
Abdome: globoso, flácido. Indolor à palpação. Ausência de
visceromegalias pulsáteis.
Membro inferior esquerdo: lesão ulcerada, arredondada,
diâmetro de 4 cm, com bordas definidas, inodora, sem
secreção purulenta e dolorosa à palpação em face lateral
no terço distal da perna. Presença de telangectasias. Pulso
femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso palpáveis.
TEC < 3 seg no pé. Sensibilidade preservada no pé.
Membro inferior direito: presença de telangectasias. Pulso
femoral, poplíteo, tibial posterior e pedioso palpáveis.
TEC < 3 seg no pé. Sensibilidade preservada no pé.
Com base nessa situação hipotética, assinale a alternativa
que apresenta o diagnóstico adequado.