Caso clínico: Uma mulher de 48 anos procura atendimento médico referindo tristeza profunda e desânimo persistentes,
iniciados há 8 meses. Ela descreve-se como natural do interior de Minas Gerais, professora primária, viúva há 2 anos, sem
filhos e sedentária. A paciente queixa-se de fadiga intermitente, alterações discretas no padrão de sono e ganho de peso
de 5 kg no período. Nega ideação suicida, sentimento de culpa ou baixa autoestima. Refere histórico de depressão tratada
com Escitalopram (até 40 mg/dia) por 4 meses, sem resposta significativa. Apresenta constipação ocasional. Ao exame
físico, encontra-se hidratada, corada, afebril, sem edemas ou icterícia. Os sinais vitais mostram bradicardia limítrofe (50
bpm) em repouso. A ausculta cardíaca revela bulhas normofonéticas, sem sopros.
Diante do quadro clínico apresentado, qual o principal diagnóstico diferencial a ser investigado?