Paciente do sexo feminino, com 68 anos de idade, merendeira aposentada, hipertensa, queixa-se de lombalgia há mais de trinta anos. Procurou atendimento, pois refere que houve mudança no padrão e piora da dor: além de piorar quando ela fica muito tempo sentada ou em pé, ela passou a ter dificuldade para calçar meias e se levantar de cadeiras mais baixas. Já teve crise de gota em hálux direito. Parou o uso do alopurinol por conta própria, pois afirma que não sentiu mais nada. É sedentária. Relata histórico familiar de osteoporose (mãe e irmãs).
Tendo como referência o caso clínico hipotético acima, julgue o item a seguir.
A maioria dos pacientes com lombalgia apresenta causa
mecânica ou neuropática para seus sintomas; no entanto,
existem sinais de alerta que requerem pronta investigação:
febre, perda de peso, dor em crescendo, dor aguda,
localizada e óssea; alterações esfincterianas; e dor visceral,
devendo-se descartar hipóteses como aneurisma de aorta
abdominal, compressão da cauda equina, pancreatite, causas
infecciosas e neoplasias.