Um paciente com 45 anos de idade, natural do Rio de
Janeiro, comparece ao atendimento com queixa principal
de tosse. Apresenta um quadro de tosse há mais de 1 mês, que
ocorre inicialmente somente pela manhã e atualmente com maior
frequência, com expectoração amarelo-esverdeada. Associado a
esse sintoma apresenta febre, que ocorre geralmente no período
vespertino e que já dura duas semanas, além de uma fadiga fora
do habitual. Na semana anterior foi ao pronto-socorro, tendo-lhe
sido receitados amoxicilina e clavulanato por 7 dias. Contudo,
não apresentou melhora significativa. Paciente relata estar
sedentário e não estar tratando de modo adequado a diabetes, o
que resultou em aumento recente da medicação. O paciente nega
sintomas de vias aéreas superiores e dispneia e sibilos. Possui
antecedentes pessoais como diabetes tipo 2 e é ex-tabagista
20 maços/ano. Informa fazer uso de metformina e glicazida.
O exame físico evidencia paciente acianótico, anictérico, corado,
hidratado, orientado em tempo e espaço. Outros dados relevantes:
IMC 38; ritmo cardíaco regular em 2 tempos, sem sopros,
FC 95 bpm, PA 130 mmHg × 80 mmHg; sons respiratórios
presentes bilaterais, crepitação pulmonar em região
infraclavicular direita. Apresenta expansibilidade ligeiramente
reduzida em hemitórax direito, percussão submaciça em região
infraclavicular direita, frêmito tóraco-vocal aumentado em região
infraclavicular direita, ausência de esforço respiratório,
FR 20 irpm, SpO2 94% a.a.