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"O barroco das igrejas de Minas é nitidamente diferente do barroco das igrejas do Nordeste. Em primeiro lugar (sem dúvida porque as pedras da região – a de Itacolomi e a pedra-sabão – friáveis e fáceis de trabalhar, lembravam as lusitanas: o granito azulado e a pedra Ançã), os santuários de Minas Gerais aproximam-se muito mais dos do norte de Portugal. A cúpula, que existe na Bahia, em Belém, e também no Rio de Janeiro, aqui desaparece. Em lugar das cinco janelas fechadas encontramos apenas duas, encontramos apenas duas e, entre elas, um medalhão uma abertura redonda. Encontramos, como no Nordeste, torres quadradas, mas são muito mais freqüentes as redondas. Enquanto noutros lugares, as igrejas têm de três a cinco portas, aqui tem apenas uma. Todavia, a diferença maior está em que, na mais pura tradição do estilo de Borromini, existem em Minas Gerais igrejas octogonais, redondas, ovais, ou ainda com partes côncavas e outras convexas, alternadamente, o que permite gracioso jogo de luz e sombra. Enquanto a igreja da Bahia é majestosa, a de Minas é formosa, antes branca que dourada, graciosa em vez de imponente. Ela bem revela as transformações que se operam nas modas artísticas, e passagem do barroco propriamente dito para o rococó.(...)" (Roger Bastide).
Do ponto de vista da articulação textual, é cabível afirmar sobre o texto: