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Sobre os distúrbios da escrita (disgrafia), analise as afirmativas a seguir:
I. A criança com disgrafia apresenta uma escrita desviante em relação à norma/padrão, isto é, uma caligrafia deficiente, com letras pouco diferenciadas, mal elaboradas e mal proporcionadas.
II. Dentre as causas promotoras da disgrafia, podem ser citadas: os distúrbios na motricidade ampla e fina, relacionados à falta de coordenação entre o que a criança se propõe fazer (intenção) e o que realiza (perturbações no domínio do corpo).
III. Caraterísticas comuns às crianças com disgrafia podem incluir: letra excessivamente grande (macrografia) ou pequena (micrografia); forma das letras irreconhecível (por vezes, distorcem, inclinam ou simplificam tanto as letras que a escrita é praticamente indecifrável); traçado exagerado e grosso (que vinca o papel) ou demasiado suave e imperceptível; grafismo trêmulo ou com uma marcada irregularidade, originando variações no tamanhos dos grafemas; escrita demasiado rápida ou lenta; espaçamento irregular das letras ou das palavras, que podem aparecer desligadas, sobrepostas ou ilegíveis ou, ao contrário, demasiado juntas.
IV. Para ajudar um aluno com disgrafia, é fundamental saber/sentir quando e qual é o tipo de ajuda que se deve providenciar a cada momento. Assim, é bom evitar elogios à criança pelo seu esforço, mesmo que os resultados estejam de acordo com o expectável. No entanto, deve-se também ter a capacidade de perceber quando o aluno revela desmotivação e desinteresse, reforçando assim a estratégia de intervenção adotada e mantendo procedimentos que visam estimular a criança.
É correto afirmar que: