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Infarto Agudo do Miocárdio
Pimenta et al. Arq. Bras. Cardiol., volume 77 (nº 1), 37-43, 2001. Disponível em: https://bit.ly/30jC2sD.
A doença cardiovascular é a principal causa de morte nos países industrializados, e o infarto agudo do miocárdio é seu maior responsável [1]. Estatísticas oficiais de mortalidade no Brasil mostram o perfil diferenciado entre os sexos [2].
Os homens representam o maior contingente de vítimas dessa doença em todo o mundo. Já as mulheres brasileiras apresentam elevado risco de morte, muito maior do que em outras localidades, particularmente na faixa etária entre 45 e 64 anos [3]. Aproximadamente, uma em cada duas mulheres morrerá por infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular encefálico, excedendo bastante a mortalidade por todos os tipos combinados de neoplasias [4].
A maioria dos estudos epidemiológicos que examina morbidade e mortalidade por doença arterial coronariana baseia-se em modelos masculinos, e seus resultados têm sido extrapolados para a população feminina [5]. Apenas, recentemente, tem-se sugerido que as mulheres possam ter peculiaridades relacionadas ao sexo, na presença dos fatores de risco, apresentação e prognóstico [6] da doença.
Leia o texto 'Infarto Agudo do Miocárdio' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. As estatísticas oficiais de mortalidade no Brasil mostram que o perfil de óbito entre os sexos é bastante uniforme, sendo praticamente equivalente, especialmente entre indivíduos com mais de 60 anos, como afirma o texto.
II. As mulheres brasileiras apresentam um reduzido risco de morte por infarto agudo do miocárdio, inclusive na faixa etária entre 45 e 64 anos, como pode ser entendido a partir da leitura atenta do texto.