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A noção de currículo como artefato meramente técnico, neutro, foi desafiada particularmente pela teorização crítica, que evidenciou as relações de poder à base das “escolhas” curriculares e da seleção de conhecimentos escolares. Buscou pesquisar formas pelas quais a escola reproduzia a desigualdade social, mas também espaços de resistência e de busca de transformação. Neste contexto ganha força o multiculturalismo, que pode ser compreendido como
I. reconhecimento e valorização de etnias e culturas predominantes nas sociedades contemporâneas.
II. movimento teórico e político que busca respostas para os desafios da pluralidade cultural nos campos do saber.
III. preocupa-se em preparar futuras gerações para lidar com sociedades cada vez mais plurais e desiguais.
IV. contribui para o debate sobre formas pelas quais nosso cotidiano educacional possa trabalhar por uma sociedade mais justa e democrática, fugindo do radicalismo que congelam as identidades e perpetuam as discriminações.