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No Brasil, embora escolas já existissem desde a chegada dos colonizadores europeus no século XVI, foi a partir do Governo Vargas, que o Estado passou a se preocupar com a educação em nível nacional como uma maneira de uniformizar a formação do cidadão. Assim, se fez necessário, para fins de manutenção do poder, eliminar ao máximo as diferenças quanto à formação dos elementos constituidores da sociedade civil. Os projetos eram voltados para a formação e integração da nação brasileira. As diferenças quando não eram eliminadas, eram silenciadas e negadas. Embora existisse na prática desde a década de 1980, o discurso do reconhecimento das diferenças só vai aparecer nos textos legais a partir