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"Em 2002 o livro Sobre mariposas e homens de Judith Hooper trouxe à luz várias críticas aos métodos utilizados por Bernard Kettlewell em seu clássico experimento com as mariposas do gênero Biston, encontradas em Manchester, na Inglaterra, e largamente utilizado nas aulas de ciências mundo afora como exemplo de evolução clássica. Ela afirma que, entre outros fatores, a foto apresentada à comunidade científica teve "um empurrãozinho", pois as mariposas não repousavam sobre os troncos. Elas estavam mortas e foram coladas. Michel Majerus, em 1988, já havia feito inúmeras críticas, dentre elas, a mais grave é a de que essas mariposas, em condições naturais, não repousam sobre troncos. O local preferido continua sendo um mistério, mesmo após 40 anos de observação, mas acredita-se que seja o alto da copa das árvores.
O debate sobre usar ou não o exemplo das mariposas para fins didáticos está longe de uma solução fácil. Uns falam sobre facilidade didática, outros sobre expor as discrepâncias envolvidas permitiria mostrar a ciência como um processo. Trata-se de uma questão delicada, na qual estão em jogo aspectos como corporativismo da comunidade científica, necessidade de controle, manipulação e desinformação."
Nas aulas de ciências ensina-se que o chamado "melanismo industrial" teria afetado o padrão de cor de populações das mariposas. Que antes da revolução industrial o padrão de cor predominante nessa espécie, na época, era claro, e elas facilmente se confundiam com a cor dos liquens, ao repousar sobre os troncos. Que a partir de 1850, com o advento das indústrias, a variedade de cor escura teria passado a predominar e que a partir de 1950, com a adoção de leis de controle da emissão de poluentes inverteu-se novamente o padrão. Não fossem os "senões" apresentados no texto acima, baseados na teoria darwinista de evolução, poderíamos dizer que: