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Pobreza causa um tsunami a cada 5 dias, diz ONU: Organização pede ação global contra mortes decorrentes da miséria
Doenças evitáveis relacionadas à pobreza matam, a cada cinco dias, tantas pessoas quanto o desastre da tsunami na Ásia. A cada ano, o total de mortes equivale a 68 tsunamis, de acordo com um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado para o lançamento de uma estratégia global de combate à pobreza, sua prioridade em 2005.
A estratégia, estabelecida pelo Projeto Milênio da ONU, um grupo consultor independente chefiado pelo economista Jeffrey Sachs, diz que as Metas de Desenvolvimento para o Milênio, adotadas pelos países membros da ONU em 2000 com o objetivo de cortar pela metade a pobreza do mundo na próxima década, são “extremamente atingíveis” com uma assistência equivalente a 0,5% da renda dos países ricos. Entretanto, sem ação urgente em 2005, muitos países que poderiam alcançar as metas “estarão fadados ao fracasso”, disse o relatório.
Tal fracasso poderia aumentar o risco de conflitos, adverte o relatório. Alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio não é só uma questão de direitos humanos e justiça, mas também “vital à estabilidade e segurança nacional e internacional”, diz o texto.
Enquanto isso, as agências internacionais ainda estão avaliando o tamanho do golpe que o desastre da tsunami de 26 de dezembro desferiu sobre os esforços de redução de pobreza na região. A devastação infligida pelas ondas levou milhões de pessoas à pobreza mais profunda, destruiu empregos e modos de vida, rompeu sistemas de educação em algumas áreas e causou danos ambientais que levarão anos para serem recuperados, observaram funcionários da ONU.
Eles expressaram preocupação que as enormes somas que os governos prometeram para a assistência das vítimas da tsunami asiática sejam retiradas dos fundos existentes para ajuda e afetem os programas de redução de pobreza em outros países em desenvolvimento.
Entretanto, a ONU vem fazendo esforços para conseguir a simpatia e o apoio internacional às vítimas da tsunami a longo prazo, contra agentes igualmente mortíferos, como a fome e a doença.
O relatório, chamado “Investindo no Desenvolvimento”, é o primeiro exercício de cálculo detalhado de custos desse tipo. Ele diz que os remédios eficazes requerem um grande aumento nos fundos arrecadados internamente pelos próprios países em desenvolvimento.
“Estamos em uma posição de acabar com a pobreza extrema em nossa geração”, disse Sachs na divulgação do relatório. “Não apenas cortar a pobreza ao meio. Se quisermos eliminar a extrema pobreza, podemos fazer isso até 2025.”
Ao passar para o plural a frase “Tal fracasso poderia aumentar o risco de conflitos, adverte o relatório”, teremos “Tais fracassos ______ os riscos de conflitos, ____ os relatórios.”
As formas verbais que preenchem corretamente as lacunas acima são: