///
A brincadeira de papéis sociais não surge repentinamente, sem motivo de ser. Ela faz parte de um processo de desenvolvimento da criança diante de uma trajetória e estrutura social que possibilita o próprio surgimento dessa nova atividade humana no mundo: o brincar de papéis sociais. Veja o trecho, a seguir: Ata nº 12. Jogo de “médico”
Kátia K (6;0) Finge de médico, senta-se na mesa e prepara pedacinhos de algodão, dois lápis(termômetros) e um pequeno cone (seringa) num copo.
Kátia: – Entrem (as crianças sentam-se.)
Gália: – Estou com muita dor de cabeça e de garganta também.
Kátia: Mostre-me a garganta. “diga “aaaaa””. ( examina-lhe a garganta) Escarlatina. Está com escarlatina. A ambulância vai levá-la ao hospital agora mesmo. (simula falar pelo telefone.) Sim, uma menina adoeceu. Sim, mande a ambulância
Exper: Talvez seja melhor mantê-la aqui e deitá-la no dormitório, ficar de cama uns dias e logo estará boa.
Kátia (com ironia): – Uns dias são muitos dias. Tem de passá-los no hospital. Quando se tem escarlatina, deve-se ficar no hospital. (Aponta para um canto do quarto.) O hospital ficará ali (leva Gália, coloca várias cadeiras em fila e deita-a. Volta e senta de novo à mesa)
Volodia: – Doutor ainda não lavou as mãos.
Kátia: Ah, tinha me esquecido! (simula lavar as mãos)
[....]
Diante do exemplo de uma brincadeira de papéis sociais que auxilia na formação da personalidade da criança, fica latente a existência de um(a)