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Leia o relato a seguir: Paulo começou a frequentar a escola com 8 anos de idade. Os primeiros dias foram um grande desafio para ele e para a escola. Às vezes, ele permanecia longo tempo chorando “um chorinho de bebê”, segundo a escola. Não conseguia permanecer em sala de aula por muito tempo. Ao fazê-lo, batia o punho na carteira em ritmo constante, por longo tempo, ou mexia de forma repetitiva com tiras de papel ou plástico, que muitas vezes já trazia de casa (estereotipia). Depois de certo tempo, começava a se agitar, empurrava as carteiras com muita força. Não se comunicava e não permanecia em meio aos colegas espontaneamente.
Com o passar do tempo, Paulo desenvolveu diversas competências relativas à participação no cotidiano escolar e aos vínculos sociais. Entretanto, vamos agora chamar a atenção para uma situação em especial.
Certo dia, durante o recreio, Paulo distanciou-se do grupo em que estava e caminhou no sentido de uma mureta, onde as crianças costumam se sentar. Nesse percurso, havia um grupo de meninas jogando peteca. Paulo parou e permaneceu no mesmo lugar, até que a peteca caiu no chão. Enquanto as meninas a pegavam de volta, Paulo seguiu atravessando esta pequena área rapidamente e chegou ao destino intencionado. (BELISÁRIO FILHO; CUNHA, 2010, p. 28)
BELISÁRIO FILHO, J. F.; CUNHA, P. A educação especial na perspectiva da inclusão escolar: transtornos globais do desenvolvimento. Brasília: Ministério da Educação; Secretaria de Educação Especial; Fortaleza: Universidade Federal do Ceará, 2010. v. 9. Disponível em: https://repositorio.ufc.br. Acesso em: 14 ago. 2022.
De acordo com o evento relatado, observam-se, no comportamento de Paulo, atributos que indicam o desenvolvimento de