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A S. Exa. o Sr. General Ministro da Guerra.
Prenuncia-se indisfarçável crise de autoridade, capaz de solapar a coesão da classe militar, deixando-a inerme às manobras divisionistas dos eternos portadores da desordem e usufrutuários da intranquilidade pública. E, com o comunismo solerte sempre à esquerda, serão os próprios quadros institucionais da Nação ameaçados, talvez, de subversão violenta. O que mais importa no momento é restabelecer a coesão do conjunto, reforçar os laços de disciplina e de confiança mútua. E tanto mais urge fazê-lo quanto a ameaça sempre presente da infiltração de perniciosas ideologias antidemocráticas ou do espirito do partidarismo, semeador de intranquilidades e conflitos. E é preocupados e justamente alarmados ante perspectivas tão sombrias, que nos animamos a trazer aos altos Chefes responsáveis, leal e francamente, esta exposição, a nosso ver, fidedigna do ambiente em que, na hora presente, se debate o Exército, cujos quadros só devem aspirar vê-lo reintegrado na antiga tradição da austeridade, de eficiência, coesão e consciência profissional que dele sempre fizeram o baluarte e o guardião da nacionalidade brasileira.
Na conjuntura de crise do Segundo Governo Vargas, a afirmação de determinados preceitos político ideológicos redefiniu o locus do poder militar na República brasileira. Dois preceitos enunciados nesse documento oficial são: