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A partir dos anos 90, o termo “administração” foi substituído pelo termo “gestão”. Essa substituição não significa uma mera mudança terminológica, mas uma alteração conceitual ou mesmo paradigmática, que tem sido alvo de muitas controvérsias. Para alguns, esse processo se relaciona com a transposição do conceito do campo empresarial para o campo educacional, a fim de submeter a administração da educação à lógica de mercado. Para outros, o novo conceito de gestão ultrapassa o de administração, uma vez que envolve a participação da comunidade nas decisões que são tomadas na escola (Lück, 2000). Nos últimos anos, o termo “gestão” vem sendo utilizado para designar atividades administrativas. Na sua origem etimológica, o termo vem do latim gero, gestum, gerere e significa chamar para si, executar, gerar. Segundo Cury (1997, p. 201), “vem de gestio, que, por sua vez, vem de gerere, que significa trazer em si, produzir”. Assim, compreende-se claramente que a “gestão não é só o ato de administrar um bem fora de si, mas é algo que traz para si, porque nele está contido” (Ibid, p. 201). No que diz respeito ao papel do diretor, este deixa de ser alguém que tem a função de fiscalizar e controlar, que centraliza em si as decisões para ser, EXCETO: