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CANÇÃO DE UM DIA DE VENTO
Para Maurício Rosenblat
O vento vinha ventando
Pelas cortinas de tule.
As mãos da menina morta
Estão varadas de luz
No colo, juntos, refulgem
Coração, âncora e cruz.
Nunca a água foi tão pura...
Quem a teria abençoado?
Nunca o pão de cada dia
Teve um gosto mais sagrado
O vento vinha ventando
Pelas cortinas de tule...
[...]
Assinale a alternativa em cujo verso desse poema a pessoa ou coisa, tendo em vista a ação verbal, recebe a ação.