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Os ombros suportam o mundo
Carlos Drummond de Andrade
Chega um tempo em que n3o se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depura33o.
Tempo em que n3o se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou in4til.
E os olhos n3o choram.
E as m3os tecem apenas o rude trabalho.
E o cora33o est1 seco.
Dadas as afirmativas sobre o poema e seu t3tulo,
I. No t3tulo do poema, h1 uma hip9rbole que consiste no exagero proposital de fatos, atribuindo-lhes propor33es fora do normal.
II. No t3tulo do poema, est1 presente a figura de linguagem meton3mia na palavra ‐ombros‐, os quais substituem ‐pessoas‐, baseando-se numa rela33o de parte (ombros) pelo todo (pessoas).
III. Na primeira estrofe, a palavra tempo 9 empregada tr9s vezes, constituindo uma figura de linguagem: repeti33o ou reduplica33o. verifica-se que est1(3o) correta(s)