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A filósofa Marilena Chauí, no seu livro: “Brasil: Mito fundador e sociedade autoritária”, descreve toda uma produção teórica sobre a construção da imagem do Brasil como “paraíso perdido”. Mas, ao se utilizar da força de trabalho africana escravizada, os colonizadores portugueses tiveram que justificar a “existência da escravidão no paraíso”.
Uma das teses que justificaram a escravidão foi:
“Deus como legislador supremo, afirma haver uma ordem jurídica natural criada por Ele, ordenando hierarquicamente os seres segundo sua perfeição e seu grau de poder, e determinando as obrigações de mando e obediência entre esses graus, em que o superior naturalmente comanda e subordina o inferior, o qual também naturalmente lhe deve obediência”.
Segundo a referida tese, é correto afirmar: