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A infância
Sem lei nem Rei, me vi arremessado
bem menino a um Planalto pedregoso.
Cambaleando, cego, ao Sol do Acaso,
vi o mundo rugir. Tigre maldoso.
O cantar do Sertão, Rifle apontado,
vinha malhar seu Corpo furioso.
Era o Canto demente, sufocado,
rugido nos Caminhos sem repouso.
E veio o Sonho: e foi despedaçado!
E veio o Sangue: o marco iluminado,
a luta extraviada e a minha grei!
Tudo apontava o Sol! Fiquei embaixo,
na Cadeia que estive e em que me acho,
a Sonhar e a cantar, sem lei nem Rei!
Tendo em vista os aspectos sintático-normativos, dadas as afirmativas a respeito do pronome "me" em destaque no texto poético,
I. O pronome pessoal oblíquo átono em: "Sem lei nem Rei, me vi arremessado" apresenta-se na posição proclítica por apresentar um fator de ocorrência para isso.
II. Em: "Sem lei nem Rei, me vi arremessado", a posição ocupada pelo pronome pessoal oblíquo átono tem justificativa análoga a empregada em: "na Cadeia que estive e em que me acho" por apresentar o mesmo fator de ocorrência para próclise.
III. Já que há uma locução verbal no contexto: "Sem lei nem Rei, me vi arremessado", o pronome pessoal oblíquo átono, de acordo com a norma-padrão, poderia estar enclítico, posposto ao verbo na forma de particípio.
IV. A posição ocupada pelo pronome pessoal oblíquo átono em: "na Cadeia que estive e em que me acho" está de acordo com a norma-padrão, uma vez que há um fator de ocorrência para próclise. verifica-se que está/ão correta/s apenas