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Escrevo neste instante com algum prvio pudor por vos estar invadindo com tal narrativa to exterior e explcita. De onde no entanto at sangue arfante de to vivo de vida poder quem sabe escorrer. [...]
Como que sei tudo o que vai se seguir e que ainda o desconheo, j que o nunca vivi? que numa rua do Rio de Janeiro peguei no ar de relance o sentimento de perdio no rosto de uma moa nordestina. Sem falar que eu em menino me criei no Nordeste. Tambm sei das coisas por estar vivendo. Quem vive sabe, mesmo sem saber que sabe. [...]
Proponho-me a que no seja complexo o que escreverei [...].
O que escrevo mais do que inveno, minha obrigao contar sobre essa moa entre milhares delas. dever meu, nem que seja de pouca arte, o de revelar-lhe a vida. [...]
Quero antes afianar que essa moa no se conhece seno atravs de ir vivendo toa. Se tivesse a tolice de perguntar ‐que sou eu?‐ cairia estatelada e em cheio no cho. que ‐que sou eu?‐ provoca necessidade. E como satisfazer a necessidade? Quem se indaga incompleto.
Apesar de o personagem-narrador aparentar pedir desculpas ao leitor pela narrativa que apresentar, no desiste de escrever e atribui a necessidade de escrever