///
Os governos da União e dos Estados estão empenhados muito mais em fechar as contas deste ano - e provavelmente do próximo - do que em corrigir os desequilíbrios e de fato ajustar suas finanças. Aumentar tributos é a solução mais atraente, porque pode produzir efeitos a curto prazo, sem as dificuldades técnicas de rever, reavaliar e cortar despesas. O aumento, em alguns casos, pode envolver negociações complicadas, mas o custo político de reduzir ou eliminar programas pode ser muito maior. A saída mais simples pode ser a pior, mas poucas autoridades têm dado atenção a esse detalhe.
Maior tributação é em princípio uma solução errada para os problemas econômicos brasileiros. Em fases de recessão, como a atual, o aumento do peso dos impostos, contribuições e taxas pode até produzir o efeito contrário ao desejado, por diminuir o poder de compra das famílias e elevar os custos das empresas. Mas a elevação da carga também é uma resposta errada em épocas normais, porque agrava o problema, já muito sério, da baixa competitividade brasileira. Mesmo que aumentar impostos, contribuições e taxas seja a solução errada, os governos podem pelo menos se apresentar como vítimas de erros e desmandos cometidos no governo central pela administração da União.
(Adaptado de O Estadão, 10/03/2016)
Ao analisarmos o trecho abaixo destacado do Texto, é correto concluir que: “O aumento, em alguns casos, pode envolver negociações complicadas, mas o custo político de reduzir ou eliminar programas pode ser muito maior.” (Linhas 7 a 10).