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ASH, 33 anos, programador, hígido, refere um quadro de dor de forte intensidade em ambos os testículos de início insidioso há 3 anos; não apresentava nenhum outro sintoma associado. Procurou atendimento com um Urologista sendo diagnosticada uma Epididimite; entretanto, como o tratamento foi ineficaz, a orientação em seu retorno foi… aguenta, pois esse tipo de dor dura meses.
Todavia, com o passar dos meses não houve melhora, ao contrário, ela se acentuava e se difundia para outras áreas, particularmente a virilha. Caracteristicamente piorava ao sentar, aliviando com deambulação. Ele permaneceu com esse quadro inalterado por dois anos; porém, há seis meses, notou sensível piora. Nesse momento a dor se agravou sendo referida em todo períneo, nádegas e região lombar baixa bilateralmente associada a parestesias em sela. Referenciado a um Proctologista, este, após exame, solicitou parasitológico de fezes e ultrassonografia, ambos normais. Foi encaminhado para um cirurgião vascular que o aconselhou a procurar um ortopedista que, por sua vez, solicitou uma radiografia simples de bacia. Como esse exame foi igualmente normal, recebeu orientação para fazer fisioterapia, a qual não promoveu nenhum alívio. Adicionalmente à piora dos sintomas dolorosos notou, há nove meses, queda da libido e falta das ereções matinais. Nesse período apresentou pela primeira vez uma disfunção erétil e a partir deste episódio não conseguiu mais ter ereções completas, nem observou mais ereções espontâneas. Alarmado procurou socorro em uma clínica de Andrologia. Novamente foi submetido a uma onerosa investigação infrutífera. Recebeu uma receita de vitaminas afrodisíacas e sugestão de que procurasse ajuda na Psicologia, devido a suposta natureza psíquica de seus sintomas. Constrangimento foi a única resposta a essa terapia. Seguindo em sua via crucis retornou à Urologia que, após reavaliação laboratorial, novamente negativa, o referenciou à Neurologia para investigação, pois uma hérnia discal poderia justificar o seu quadro. Nesta ocasião foi solicitada uma RM da coluna lombo-sacra e uma eletroneuromiografia peniana, com resultados normais. Este profissional sugeriu que essa dor poderia ser algo gravado em seu cérebro e prescreveu uma medicação antidepressiva, sem resposta. Ao longo de seu sofrimento passou a perceber alteração na sensibilidade de seu pênis, dormência na região do períneo e impotência sexual completa. Apaixonado pelo seu ofício, curiosamente percebeu nos últimos meses um alívio considerável dos sintomas durante os momentos de folga e piora ao retornar.
Afinal, qual o problema apresentado por ASH?