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Para Tadeu da Ponte, a elaboração de um bom instrumento de avaliação começa pela intencionalidade. E essa é a primeira dificuldade, pois requer que o professor inverta a lógica com a qual trabalha cotidianamente. “O docente olha para o cronograma, vê o calendário, o tempo de prova e de correção, pensa no que foi trabalhado ao longo de certo período”, diz Tadeu. “Mas, para uma boa prova, precisamos pensar de trás para a frente e perguntar o que queremos que o aluno tenha de fato aprendido”, sugere.
A partir desse princípio, o educador deve ter presente que a prova é um indicador, uma informação, como um sinal de trânsito, que precisa, portanto, ser interpretada, e não meramente corrigida. “A questão da prova precisa indicar algo; o erro tem de indicar algo”, enfatiza o especialista. Portanto, para ele, a primeira providência antes mesmo de escrever as questões é colocar no papel a descrição da prova, quais conteúdos, quais competências se quer avaliar - tecnicamente, trata-se de estabelecer os descritores. Isso vai determinar, em grande medida, a formulação das questões e a estrutura do exame.
Abaixo estão listados alguns critérios que podem contribuir na formulação de uma boa Avaliação de Física:
1. Ter clareza do objetivo de cada pergunta. É preciso haver intencionalidade.
2. Se possível, buscar contextualizar os problemas ou, pelo menos, procurar apresentá-los de forma a provocar o raciocínio e evitar somente respostas memorizadas.
3. Nunca ser rigoroso com a linguagem, fazendo perguntas genéricas, porém o comando, ou seja, o que se quer de cada resposta deve estar muito claro.
4. Evitar provas exaustivas, que demandam muito tempo de realização. Isso não contribui para a qualidade do instrumento.
Assinale a alternativa que indica todos os critérios corretos.