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Um professor do 6º ano usou um mito construído pelo grupo indígena Kamaiurá, que hoje ocupa o Parque Indígena do Xingu. Segundo esse mito, a vida teve a seguinte origem: “Nos primórdios não havia nada, era um lugar sombrio. [...] Uma luz infinita surge. [...] Nhamandu Tenondegua, nosso primeiro pai divino, com sabedoria infinita e com amor infinito. [...] Nosso pai Nhamandu ainda não havia gerado a Terra. Mesmo não havendo sol, Nhamandu, o detentor da aurora, iluminava a noite originária com a luz do seu próprio coração. [...] Enquanto isso, fazendo a escuridão, urukure’a, a coruja, dá origem ao crepúsculo e à noite. [...] Depois de ter criado a origem das belas palavras, Nhamandu criou a fonte do amor infinito e mborai, o canto sagrado. [...] Nhamandu, depois de ter criado as três origens divinas – ayu porã rapyta, a origem das belas palavras, mborai, o canto divino, e mborayu miri, o amor infinito, gerou aqueles com quem iria dividir estas três fontes divinas de sabedoria infinita. “
Ao ler esse mito, um dos alunos pediu ao professor que inventasse outro mito sobre a origem da sociedade em que eles viviam. O professor explicou que