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Amigos imaginários ajudam a desenvolver a personalidade
Os amigos Mac e Blu se conhecem desde pequenos. O primeiro é mais quieto, o outro mais travesso – se Mac matar aula, pode apostar que foi coisa do Blu. Mac tem 7 anos e cabelos castanhos; Blu é azul e não existe. Convencido pela mãe a largar o amigo imaginário, Mac busca ajuda especializada. Nada de psicólogo: Blu é levado para uma feira de adoção em que crianças vão encontrar um companheiro invisível pra chamar de seu. Pelo menos é assim que acontece no desenho animado “Mansão Foster para Amigos Imaginários”. Na vida real, a coisa é um pouquinho diferente.
A amizade imaginária não é exclusividade da criança mais solitária do playground. Eles estão presentes entre os 3 e os 7 anos da maioria das infâncias. “Antes de ter um amigo de carne e osso, a criança precisa treinar a experiência da amizade”, diz o psicanalista Enrique Mandelbaum, especialista no tema. Para os pais, flagrar o filho no meio de um “monólogo exterior” pode surpreender, mas os especialistas garantem: é normal, saudável e aconselhável.
Até aqui tudo muito fofo. Mas o fato é que muitas vezes o amigo imaginário é também bode expiatório, leva a culpa pelo que a criança fez sabendo que não deveria. “A mente da criança trabalha por oposições. Rapidamente, ela divide o mundo entre bons e maus e, evidentemente, quer se filiar ao lado bom. Quando suas atitudes não agradam, não podem ter partido dela: precisam ser do outro”, diz Mandelbaum.
Os amigos imaginários são importantes e estimulam a imaginação, mas os pais precisam permanecer atentos. “Se a criança deixa de brincar com as outras, se ela se fecha em um mundo só dela e do amigo que ela criou, está na hora de interferir.” Amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.
Geralmente, a gente deixa os amigos imaginários assim como esquece os amigos da escola antiga. Sem se dar conta, conversa cada vez menos com eles até que caem no esquecimento – a ponto de alguns nem se lembrarem que um dia tiveram um companheiro invisível. Por isso mesmo, ficar o tempo inteiro interrogando a criança para saber se o tal fulano que não existe ainda existe só vai atrapalhar o processo de desapego e esquecimento.
“As orações que não dependem sintaticamente de outras são classificadas como coordenadas; as que têm seus termos exercendo uma função sintática em relação às outras orações são classificadas como subordinadas.” (BUENO, 2014, p. 361)
A esse respeito, associe corretamente o tipo de oração às frases retiradas do texto Amigos imaginários ajudam a desenvolver a personalidade.
TIPO DE ORAÇÃO
(1) Coordenada
(2) Subordinada
FRASES
( ) “(...) Blu é azul e não existe.”
( ) “Amigos imaginários são importantes, mas jamais devem ser a relação prioritária.”
( ) “Quando suas atitudes não agradam, não podem ter partido dela (...)”.
( ) “Antes de ter um amigo de carne e osso, a criança precisa treinar a experiência da amizade (...)”.
A sequência correta dessa associação é