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Uma nova pesquisa internacional sobre os efeitos da inteligência artificial (IA) no bem-estar dos trabalhadores apresenta resultados que críticas frequentes ao uso da tecnologia no ambiente de trabalho. Segundo o estudo, publicado nesta semana e destacado pelo portal Phys.org, o uso da IA não prejudicou a saúde mental ou a satisfação profissional dos trabalhadores — e, em alguns casos, trouxe pequenos benefícios.
A pesquisa analisou um grande conjunto de dados, comparando profissionais de áreas com alta exposição à IA com aqueles cujas funções menor contato com a tecnologia. Embora os autores alertem que ainda é cedo para tirar conclusões definitivas, os primeiros resultados já oferecem pistas relevantes para empresas que hesitado em implementar ferramentas de IA em seus processos.
O estudo identificou que os trabalhadores com menor nível de escolaridade — especialmente os que não possuem diploma universitário — relataram uma leve melhora em aspectos como saúde física e satisfação geral com o próprio bem-estar. A introdução da IA também foi associada redução do esforço físico exigido em diversas funções, sugerindo que a tecnologia está ajudando suavizar tarefas mais pesadas, inclusive fora dos escritórios.
Apesar dos indícios positivos, a pesquisa também trouxe um alerta: quando os próprios trabalhadores relataram o uso de IA em suas rotinas, alguns indicaram leves efeitos negativos no bem-estar subjetivo — ou seja, uma percepção pessoal de leve impacto na saúde mental. Os autores recomendam mais estudos sobre essa correlação, especialmente considerando fatores culturais, diferenças entre mercados de trabalho e os efeitos sobre gerações mais jovens, como os profissionais da geração Z.
Essa ressalva dialoga com outras pesquisas divulgadas ao longo do ano. Estudos anteriores alertaram para o risco de a IA prejudicar habilidades de pensamento crítico e aumentar sensação de solidão ou desmotivação no trabalho. A própria OpenAI reconheceu que usuários corporativos do ChatGPT podem se sentir mais isolados, e um levantamento da Microsoft identificou uma possível queda nas habilidades analíticas com o uso intenso da tecnologia.
Diante desses resultados, os autores da pesquisa defendem uma abordagem equilibrada na adoção da IA nas empresas. O professor Luca Stella, da Universidade de Milão e da Berlin School of Economics, destacou que, embora “a ansiedade pública em torno da IA seja real”, os cenários mais alarmantes “não são inevitáveis”.
Empresas interessadas em ampliar o uso da IA devem, além de treinar suas equipes para o uso eficaz da tecnologia, acompanhar de perto seus impactos sociais e emocionais. Avaliar como diferentes grupos — especialmente os trabalhadores com menor escolaridade ou que atuam em funções operacionais — estão reagindo presença da IA pode ser fundamental para garantir uma adoção mais igualitária e saudável.
Por fim, os autores alertam que a adoção desigual da tecnologia dentro das equipes pode criar divisões internas. Isso reforça a importância de estratégias de implementação que promovam inclusão, transparência e apoio contínuo ao longo do processo de transformação digital.
Considerando o emprego indicativo da crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas nas linhas 14, 15, 27 e 38 do texto-base.