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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é um distúrbio caracterizado pela alteração das funções do neurodesenvolvimento do indivíduo, interferindo na capacidade de comunicação, linguagem, interação social e comportamento. Entretanto, como é um espectro, significa que o autismo altera cada cérebro de maneira diferente, apesar das características em comum. No Brasil, estima-se que existam dois milhões de pessoas com TEA, mas o número é incerto. Para oficializar os dados, o IBGE, no censo populacional de 2022, passou a perguntar sobre o autismo entre os entrevistados. Com isso, será possível saber quantas pessoas no Brasil apresentam o transtorno e como os diagnósticos estão distribuídos pelas regiões brasileiras.
De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA algumas crianças apresentam sintomas de autismo nos primeiros 12 meses de vida. Em outras, os sintomas podem não aparecer até os 24 meses de idade ou mais tarde. Algumas crianças com TEA ganham novas habilidades e atingem marcos de desenvolvimento até cerca de 18 a 24 meses de idade, e então param de ganhar novas habilidades ou perdem habilidades que já tiveram.
Não existe apenas uma causa de autismo. Existem muitos fatores diferentes que podem tornar uma criança mais propensa a ter o transtorno, incluindo fatores ambientais, biológicos e genéticos.
De acordo com o quadro clínico, o TEA pode ser classificado em: Autismo clássico, Autismo de alto desempenho (também chamado de síndrome de Asperger) ou Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE).
De maneira geral, os indivíduos com autismo clássico são voltados para si mesmos, não estabelecem contato visual com as pessoas. Eles conseguem falar, mas não usam a fala como ferramenta de comunicação. Tendem a interpretar tudo ao pé da letra e não percebem ironias ou metáforas, nem duplo sentido. Também não costumam compreender a comunicação não verbal, como gestos, linguagem corporal e expressão facial. Podem repetir movimentos sem muito significado ou ficar girando ao redor de si mesmos.
A síndrome de Asperger está na extremidade mais branda do espectro autista. Aqui as pessoas são verbais e demonstram muita inteligência, chegando a ser chamadas de gênios em sua área de conhecimento. No entanto, a dificuldade na interação social é muito comum.
No Distúrbio global do desenvolvimento sem outra especificação (DGD-SOE) os indivíduos são considerados dentro do espectro do autismo (dificuldade de comunicação e de interação social), mas os sintomas não são suficientes para incluí-los em nenhuma das categorias específicas do transtorno, o que torna o diagnóstico ainda mais difícil.
O diagnóstico precoce permite o desenvolvimento de práticas para estimular a independência e a promoção de qualidade de vida e acessibilidade para essas crianças. Os planos de tratamento geralmente envolvem vários profissionais e são direcionados para cada indivíduo. Algumas das intervenções incluem terapia cognitiva-comportamental e integração sensorial. Medicamentos também podem ser usados em alguns casos. No Brasil, o Sistema Único de Saúde (SUS) conta com uma rede de apoio e assistência a pacientes com essa condição.
Assinale a alternativa que apresenta os sinais de pontuação que substituem, correta e respectivamente, as figuras na linha 09.