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Na proposta de Inclusão Escolar, é comum e necessária a diferenciação entre “integração” e “inclusão”. Para Fávero (2004), embora estas contenham a mesma ideia de inserir quem está excluído, na integração “a sociedade admite a existência de desigualdades sociais e, para reduzi-las permite a incorporação de pessoas que consigam 'adaptar-se', por méritos exclusivamente seus”, enquanto que a inclusão “significa, antes de tudo, ‘deixar de excluir’. Pressupõe que todos façam parte de uma mesma comunidade e não de grupos distintos”. Considerando essa distinção, analise as assertivas abaixo:
I. Para promover a inclusão escolar dos portadores de deficiência, a diferenciação não deve ser limitante e nem obrigatória para essas pessoas, mas sim vistas como um leque de alternativas e possibilidades oferecidas. Ainda que alguns alunos precisem de atendimento especializado, o mesmo não deve ter caráter restritivo, mas sim oferecer subsídios para que os alunos possam aprender conteúdo específicos a cada deficiência, concomitantemente ao ensino comum.
II. Incluir não significa homogeneizar, mas, ao contrário, dar espaço para a expressão das diferenças. Uma diferença que se mostra não como desigualdade, mas como afirmação contundente do princípio de que todos são iguais no universo dos direitos humanos. Deste modo, igualdade não equivale à uniformidade. Na realidade, a igualdade pressupõe assegurar o reconhecimento e o convívio da diversidade.
III. As orientações da legislação vigente sobre a Inclusão Escolar preveem o atendimento de portadores de deficiência como prioritariamente na rede regular de ensino, através da organização de classes comuns e de serviços de apoio pedagógico especializado.
Quais estão corretas?