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Estoicos
Anos depois da fundação d’O Jardim, uma outra escola filosófica tomou forma na Grécia. Zenão de Cício, nascido em 324 a.C., fazia palestras em locais públicos de Atenas. Um de seus preferidos era o prédio Stoa Poikile, ou Pórtico Pintado, situado na Ágora, a praça grega – por causa da palavra stoa, a doutrina foi batizada de estoicismo. Zenão acreditava que o Universo era uma sucessão de eventos cíclicos e idênticos: o que já aconteceu voltará a acontecer e assim por diante. Então, é inútil se preocupar com o futuro: tudo o que acontecer já estava determinado por uma espécie de sopro vital, a “razão universal”. Mas, se não podemos interferir no curso dos eventos, o que nos resta? Podemos mudar a forma como enxergamos o mundo, a nossa mente e aceitar os acontecimentos. Estoico virou sinônimo daquele que se resigna diante dos sofrimentos da vida. Um dos mais famosos conceitos da escola, a ataraxia, significava ausência de inquietação.
Um dos mais notórios seguidores do estoicismo foi Sêneca (4 a.C. – 65 d.C.), o filósofo nascido na região de Córdoba que viveu grande parte da sua vida em Roma, como conselheiro de Nero. Por décadas, o epicurismo e o estoicismo disputaram a atenção dos antigos e seguiram travando embates na Ágora de Atenas. Apesar de distintas, as duas escolas tinham uma ética comum: ambas acreditavam que a filosofia era um modo de vida. Epicuro e Zenão defenderam princípios avançados para a época, como a igualdade entre os homens. O estoicismo pregava que cada pessoa é a manifestação de um espírito universal único, ensinamento alinhado ao cristianismo que viria logo a seguir.
Se substituirmos, no trecho a seguir, o verbo “podemos” por sua versão “posso”, qual das palavras abaixo necessitaria, obrigatoriamente, de alteração para fins de concordância?
“Mas, se não podemos interferir no curso dos eventos, o que nos resta?”