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Educação Infantil: caminhos para apoiar as crianças na adaptação à nova rotina escolar
Depois de um ano e meio em casa, voltar para o ambiente escolar pode ser um processo delicado para todas as crianças. Se antes da pandemia a adaptação já era importante para o desenvolvimento dos pequenos, na retomada das atividades presenciais, o acolhimento é ainda mais crucial para garantir o desenvolvimento na Educação Infantil.
A consultora Karina Rizek explica que a adaptação é o período no qual crianças e famílias ingressam pela primeira vez na escola. Também acontece sempre que há uma novidade ou após um período de afastamento por algum motivo familiar ou de saúde. “É um período especial em que a preocupação da escola é assegurar que a criança se sinta acolhida e que possa construir uma proximidade com aquele espaço para que seja possível, efetivamente, se desenvolver e aprender”, explica.
A adaptação, segundo a educadora, também pode ser chamada de processo de acolhimento, uma vez que o pequeno precisa se sentir seguro para estar no ambiente escolar sem a presença da família. “Isso compreende a ideia de que a criança pode precisar de um tempo maior para se despedir, até passar a entender que os pais ou responsáveis vão, mas voltam, e que os adultos que estão na escola também vão cuidar dela”, reforça Karina. Esse processo de ajuste é mútuo, já que familiares e professores também precisam se adequar àquilo que é novo.
Diante de uma retomada gradual das atividades presenciais e com protocolos de biossegurança que devem ser seguidos à risca, a parceria entre escola e família é o que fará toda a diferença no processo de adaptação. É o que defende Damaris Gomes Maranhão, enfermeira doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Para a especialista, é fundamental que famílias e educadores tenham o que ela chama de consciência sanitária, que é “saber que cada indivíduo é responsável pela própria saúde e pela dos outros, que cada ato individual importa e pode impactar os outros”. Em outras palavras, todos os cuidados devem continuar sendo tomados, conforme as recomendações dos órgãos de saúde.
“Pais e professores devem estar sempre de máscara, se possível, as do tipo PFF2 ou N95. Ao chegar à escola [e durante o dia], é recomendável que as crianças lavem bem as mãos com água e sabão, inclusive os bebês”, explica Damaris. Vale lembrar que o uso de álcool, em geral, não é indicado para bebês, e crianças acima dos 2 anos devem usá-lo com a supervisão de um adulto.
Damaris afirma que é possível acolher as crianças também pelo olhar, o que, para ela, faz cair por terra o discurso de que a máscara atrapalha. “Ela já está na sociedade e crianças maiores de 2 anos a estão usando”, diz. De acordo com a especialista, é possível pegar um bebê no colo sem o expor à respiração, desde que a máscara do professor seja bem usada. “O conhecimento sobre a transmissão de vírus respiratórios é o que dá segurança e tira a tensão e o medo. Quanto mais professores e gestores forem atrás dessas informações, mais segurança terão para trabalhar”, pontua.
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. De acordo com a consultora Karina Rizek, a adaptação ocorre somente quando a criança inicia seu primeiro contato com a escola.
II. Para Damaris Gomes do Maranhão, retornar à escola com os devidos cuidados sanitários é um trabalho que demanda responsabilidade tanto da escola quanto da família.
III. O texto prega que, como não é necessário expor bebês à respiração quando eles são tomados no colo, não há necessidade do uso da máscara.
Quais estão corretas?