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Planejamento de retorno às atividades escolares: por onde começar Por Ana Paula Bimbati Você ainda está de férias, mas já está se perguntando como serão os primeiros dias de aula? Já parou para repassar que atividades você realizou em anos passados para recepcionar os alunos e quais serão replicadas neste novo ano letivo? Está pensando em se atualizar sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) ou sobre metodologias para implementar nas suas aulas? O mês de janeiro é marcado pelo planejamento e pela volta às aulas, é sempre um momento de reflexão e novos desafios – sejam eles de uma nova composição de turma ou de novidades trazidas pelo currículo. E esse planejamento começa muito antes da semana pedagógica, que antecede a retomada das atividades. Como está seu planejamento para o retorno? Eis um Checklist de itens para se atentar no planejamento em janeiro: BNCC: a leitura do documento (ou do novo currículo da sua rede); Registros e avaliações da prática do professor: podem ser úteis para refletir o que deu certo e o que precisa ser alterado; Acolhida: a recepção dos estudantes é um dos primeiros momentos de conexão entre o professor e a turma, por isso, vale dedicar um tempo pensando em atividades em que os alunos possam interagir; Diagnóstico inicial: planejar uma sondagem ajuda a identificar o que os alunos já sabem e aquilo que é preciso maior atenção na aprendizagem; Adaptação: especialmente na Educação Infantil e nas séries de transição entre etapas, os alunos podem se sentir inseguros com tantas mudanças. No início de ano, é comum parar e refletir sobre como foi o ano anterior. Na escola, não é diferente. Durante esse momento de planejamento, Mônica Felismino, professora do 3º ano da EM Doutor Isidoro Boucault, em Mogi das Cruzes (SP), se dedica a fazer uma avaliação sobre o que deu certo e o que precisa ser adaptado. “É preciso ser autocrítico, mas também anotar os pontos importantes”, pondera Mônica. “Às vezes, chega a ser doído, porque o professor fica pensando que devia ter se esforçado mais, ter feito mais. Mas ele não pode deixar de pensar no que deu certo”. Para não se perderem de vista as ações do ano anterior, ela costuma deixar um espaço reservado em uma agenda para ir anotando o que precisa ser melhorado e também suas conquistas. Antes de começar o planejamento, é importante também fazer um pré-diagnóstico da turma com informações que a escola possui sobre ela. Para a professora alfabetizadora Mara Mansani, da EE Professora Laila Gales Sacker, em Sorocaba (SP), os educadores podem pedir, por exemplo documentos e portfólios das crianças que estão saindo da Educação Infantil ao fim de fazer uma primeira pesquisa e saber qual a “situação de aprendizagem” de cada estudante. Para quem for trocar de turma, uma dica é conversar com o professor regente do ano anterior e entender como a sala se desenvolveu. “A gente trabalha com uma lógica de recuperação paralela. Eu preciso me perguntar: ‘como o aluno estava no semestre passado?’. É um desperdício de tempo não olhar para trás”, avalia o diretor José Marcos. Com esses insumos em mãos, é hora de focar no que será aplicado aos alunos durante o ano. Em 2020, com a chegada da BNCC nas salas de aula, é essencial saber o que o documento estabelece, por exemplo, como objetivos de aprendizagem para cada componente curricular. “Os professores precisam saber o que tem na Base, até mesmo para criticar ou fazer sugestões de melhorias”, diz José Marcos. A professora Mônica conta que, à medida que começa seu planejamento, observa o que a BNCC espera para seus alunos naquele ano. “Assim, eu ganho mais praticidade, porque vejo quais são as sequências de conteúdo que preciso dar, qual bimestre preciso acelerar, por exemplo”, comenta.
Assinale a alternativa em que se identifica a ocorrência de uma oração coordenada.