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Essa riqueza da cultura africana é por nós desconhecida. A história do continente-mãe da humanidade não é estudada na escola. Aprendemos uma história eurocêntrica que nos pôs de costas para a história e para a cultura africana. Hoje, o decreto 10639, que obriga os estudos africanos e afro-brasileiros na escola, busca preencher esta enorme lacuna de nosso conhecimento. Abre-se na escola, com isso, o espaço para o estudo da religiosidade afro-brasileira tradicional, até o momento estigmatizada pelo mesmo preconceito e racismo voltado ao negro. Não é remota a lembrança do tempo em que a repressão policial entrava a cavalo em terreiras dos seguidores dos cultos de Umbanda e de Nação.
Extraído de: AVANCINI, E.G. “O Sagrado na tradição africana e os cultos afro-brasileiros”. In: CARNEIRO, L.C.C. et alii. (Orgs.). RS Negro: Cartografias sobre a produção do conhecimento. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2009.
O texto acima enfatiza a importância do ensino da história e da cultura africanas, e, em especial, da religiosidade afro-brasileira tradicional. A respeito das religiões afro brasileiras tradicionais, é correto afirmar que: