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Como, onde, quando, por quê?
Por Marcia Stein
Adoro fazer perguntas! Divirto-me pensando sobre tudo, questionando, investigando, pesquisando, esclarecendo dúvidas. Acho, de verdade, que fazer perguntas é mais importante, divertido e interessante do que respondê-las.
Tudo que mais gosto de fazer na vida tem a ver com fazer perguntas, a mim mesma e aos outros. Desde criança, adorava brincar de investigar. Fui crescendo sem perder o hábito e o gosto, e me tornei jornalista, professora e, mais recentemente, psicanalista. São ou não são profissões relacionadas diretamente à pratica investigativa?
Além das minhas áreas profissionais, muitas outras atividades dependem do questionamento, da investigação e da pesquisa. O que seria dos cientistas sem o ponto de interrogação? A atividade científica, de modo geral, é baseada na pesquisa e nas práticas investigativas. As mais importantes invenções e descobertas da história da humanidade começaram com uma dúvida, um questionamento, uma inquietação… Uma pergunta!
Penso que o que nos move, não somente no trabalho, mas na vida como um todo, são as perguntas que fazemos. Às vezes, determinados questionamentos nos acompanham e nos motivam por toda a vida, e influenciam nossas escolhas pessoais e profissionais. Pare um pouquinho de ler este texto e pense em que perguntas você anda se fazendo. O que quer descobrir ou entender? O que precisa saber E procure guardar com muito cuidado e carinho suas perguntas, cultive-as, permita que elas lhe incentivem a buscar respostas, nem que leve a vida inteira para encontrá-las. A vida sem perguntas deve ser bem chata, não acha?
O hábito de questionar nos ajuda a manter as capacidades de estranhar, de se encantar, de se surpreender, se espantar e se indignar. Guarde com mais apreço os pontos de interrogação do que os pontos finais que encontrar pelo seu caminho. Eles podem ser bons amigos!
(Fonte: http://chc.org.br/como-onde-quando-por-que/ – Adaptação)
Qual sinal de pontuação pode substituir corretamente a figura da linha 17?