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Pouquíssimos países oferecem assistência médica gratuita toda população.
Tanto que ano passado o New England Journal of Medicine, uma das principais publicações médicas do mundo, publicou um artigo elogiando o SUS – cuja abrangência costuma espantar os habitantes de países ricos. "O que mais me impressionou foi o fato de ser tudo de graça. Nos EUA, eu receberia uma conta de dezenas de milhares de dólares", conta o americano Dylan Stillwood, que mora aqui no país há quatro anos e fraturou a mandíbula durante uma viagem Pernambuco (ele foi operado no Hospital Regional do Agreste, em Caruaru).
Ok, ele teve sorte. Todo brasileiro sabe que faltam médicos, equipamentos e condições na rede pública de saúde. E isso tem ver, sim, com corrupção e má gestão. Mas também existe outro motivo, muito mais forte: a matemática.
O Brasil tem a sétima maior economia do mundo, mas também tem a quinta maior população. Divida uma coisa pela outra e você constatará que, em PIB per capita, somos apenas a 74ª economia do planeta. Isso significa que, mesmo cobrando impostos consideráveis, o Estado brasileiro arrecada pouco: tem US$ 5.700 para gastar, por ano, com cada habitante – para custear todos os serviços públicos (não só a saúde), em todas as esferas de governo.
Pode parecer bastante, mas não é. O Reino Unido, cujo sistema de saúde inspirou o nosso, arrecada quase o triplo (e os países com os melhores serviços públicos passam de US$ 20 mil). "A proposta do SUS é extremamente avançada, comparável às melhores do mundo. Mas precisa de um mínimo [de financiamento]", diz o cirurgião Jorge Curi, conselheiro do CFM.
Para funcionar com tanta abrangência, o sistema precisaria de muito mais dinheiro, que teria de vir de algum lugar: de outros serviços públicos, do aumento de impostos ou do crescimento do PIB per capita.
Assinale a alternativa que apresenta a reescrita INCORRETA do seguinte parágrafo do texto: Para funcionar com tanta abrangência, o sistema precisaria de muito mais dinheiro, que teria de vir de algum lugar: de outros serviços públicos, do aumento de impostos ou do crescimento do PIB per capita. (l. 22 a 24).