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A partir da década de 1990, com o avanço das ideias gerencialistas na Administração Pública, consolidou-se uma nova perspectiva acerca do papel do cidadão na formulação e na entrega de serviços públicos. Nesse contexto, ganhou força o chamado paradigma do cliente, que vem progressivamente moldando políticas e práticas institucionais em diferentes níveis de governo.
O paradigma do cliente parte da ideia de que o cidadão é corresponsável pelo financiamento e pela regulação dos serviços públicos, assumindo papel ativo na governança estatal.