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Um documento produzido pelo MEC a respeito da importância da filosofia para o ensino médio descreve-a da seguinte maneira: “A Filosofia deve compor, com as demais disciplinas do ensino médio, o papel proposto para essa fase da formação. Nesse sentido, além da tarefa geral de 'pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho' (Artigo 2º da Lei nº 9.394/1996), destaca-se a proposição de um tipo de formação que não é uma mera oferta de conhecimentos a serem assimilados pelo estudante, mas sim o aprendizado de uma relação com o conhecimento que lhe permita adaptar-se 'com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores' (Artigo 36, Inciso II) – o que significa, mais que dominar um conteúdo, saber ter acesso aos diversos conhecimentos de forma significativa. A educação deve centrar-se mais na ideia de fornecer instrumentos e de apresentar perspectivas, enquanto caberá ao estudante a possibilidade de posicionar-se e de correlacionar o quanto aprende com uma utilidade para sua vida, tendo presente que um conhecimento útil não corresponde a um saber prático e restrito, quem sabe à habilidade para desenvolver certas tarefas. Há, com isso, uma importante mudança no foco da educação para o aluno, que, tomando como ponto de partida a sua formação ou em termos mais amplos a constituição de si, deve posicionar-se diante dos conhecimentos que lhe são apresentados, estabelecendo uma ativa relação com eles e não somente apreendendo conteúdos”. (Orientações curriculares para o ensino médio. Vol 3: Ciências humanas e suas tecnologias. Portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/book_volume_3.internet.pdf. Acesso em 12/10/2016 p. 28.)
Na esteira dessa caracterização, resta óbvio qualificar como principal papel da filosofia o de: