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“Uma fração da comunidade científica é, atualmente, reticente a aceitar o fato de que o Homem penetrou no continente americano há mais de 30 mil anos, já que sua chegada à América do Sul não poderia ser mais antiga do que 12 mil anos. Esse ceticismo resulta de uma posição em favor de uma linha explicativa proposta na década de 50. Segundo tal teoria as migrações pré-históricas somente poderiam ser feitas por terra. [...] Por essa suposição axiomática toda datação da presença humana no continente americano deve ser mais antiga no hemisfério Norte e, portanto, qualquer datação mais antiga do que a data limite dos 12 mil anos não pode ser válida para a América do Sul. Porém existem fatos, descobertas e pesquisas que estão acumulando uma importante base de dados que permite afirmar que o continente sul-americano foi povoado antes, ou ao mesmo tempo que o norte americano.”
(CUNHA, Manuela Carneiro da (Org.). História dos índios no Brasil. São Paulo: Cia das Letras/Fapesp, 1992. pp. 37-38.)
Considerando os impactos das descobertas arqueológicas realizadas pela arqueóloga franco-brasileira Niède Guidon, analise criticamente as afirmativas a seguir sobre as implicações dessas pesquisas para a compreensão da ocupação humana nas Américas e assinale a correta.