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A violência nas escolas públicas
Assustador! É assim que muitos professores, hoje, classificam o ambiente escolar. Atualmente, a escola pública vem chamando atenção pelas inúmeras cenas de violência contra alunos e professores. Frequentemente vemos nos noticiários manchetes que denunciam brigas violentas entre alunos, ameaças a professores, adolescentes armados, bebendo e se drogando na porta da sala de aula... Enfim é essa a realidade da maioria das escolas públicas brasileiras.
O quê está gerando tanta violência? Rousseau afirmava que os homens não nascem naturalmente maus, a sociedade é que os transforma. De fato, nenhum ser humano nasce violento, ou criminoso, o seu destino não está traçado após a nascença. Os seus comportamentos são fruto do ambiente que são expostos.
Numa sociedade tecnológica, consumista e competitiva, que valoriza a aquisição de bens de qualquer forma, que só dá oportunidades para os que já possuem algo, o comportamento desses jovens poderá ser considerado como adaptativo. Porém, não adianta tratar um sintoma sem primeiramente investigar a sua causa. É muito fácil rotular os atores de violência de desequilibrados, de maus, de desestruturados e não fazer nada para alterar estes comportamentos.
Todavia, a sociedade tem vindo a sofrer significativas transformações devido às exigências atuais, então os pais cedo colocam os filhos em creches ou deixam com terceiros. Chegam em casa exaustos, depois de um dia de trabalho, e ainda têm os afazeres domésticas ou trazem trabalho para casa. Assim a criança é colocada sozinha na frente da TV ou vai brincar sem um adulto que lhe dê atenção. A relação familiar centra-se prioritariamente nas necessidades físicas da criança, ou seja, na alimentação, na higiene e no descanso... Desde cedo que as novas tecnologias imediatamente as seduzem e permitem a aquisição de novos saberes. O seu conhecimento vai progredindo através das informações que recebe do meio onde se insere, do meio familiar, dos colegas, da escola, dos meios audiovisuais. Resultado disso é que a família vem delegando o papel de educador para a escola, dado que é no contexto educativo que as crianças passam a maior parte do dia. Todavia, nenhuma outra instituição poderá jamais substituir as condições educativas da família, nem parece ser razoável que seja unicamente a escola a ensinar valores tão necessários para o normal desenvolvimento da criança tais como: a democracia, as regras para a sã convivência, o respeito pelo outro, a solidariedade, a tolerância, o esforço pessoal, etc.
O Relatório para a UNESCO da Comissão Internacional sobre Educação para o Século XXI (1996:95) reforça que: “a família constitui o primeiro lugar de toda e qualquer educação e assegura, por isso, a ligação entre o afetivo e o cognitivo, assim como a transmissão dos valores e normas”.
À escola não se pode pedir que além de ensinar os conteúdos programáticos exigidos pelo Ministério da Educação, tenha também que ter a função educativa que compete aos pais. No meio de tudo isto, a verdade é que a violência continua a existir e a registrar-se cada vez mais na população jovem.
Segundo o texto, é correto afirmar que