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Com o pulso direito algemado ao de outro militante dentro de um jipe não identificado, o jovem potiguar Theodomiro Romeiro dos Santos sacou o revólver calibre 38 que estava escondido em sua pasta preta e, com a mão esquerda livre, disparou contra os agentes da ditadura militar que o haviam capturado momentos antes, matando um sargento da Aeronáutica. Preso no dia 27 de outubro de 1970, o então militante do Partido Comunista Brasileiro Revolucionário, o PCBR, seria condenado meses depois à pena de morte, tornando-se o primeiro brasileiro a receber a sentença desde a Proclamação da República – outros dois militantes de esquerda também receberiam a pena e escapariam da execução.
Várias forças políticas e entidades organizadas, como a Igreja Católica, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Associação Brasileira de Jornais (ABJ), a Confederação Brasileira dos Bispos do Brasil (CNBB), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e até mesmo a imprensa conservadora fizeram campanha contra a pena de morte destinada a Theodomiro Santos na época. Foi a primeira grande campanha contra a ditadura militar depois do Ato Institucional nº 5 (AI-5) que