///
Leia o texto a seguir para responder às questões de 11 a 14: Acabei de saber de mais um caso que vem se juntar à quantidade assombrosa de tentativas de golpes na internet, essa praga do novo mundo. São tantos e tão variados que adeus, confiança, ninguém mais atende uma ligação de um número desconhecido.
Todo dia se escuta uma história sobre alguém que teve seu pé-de-meia raspado. Que tipo de gente monta uma estratégia e faz um jogo de cena para faturar em cima da fragilidade emocional de alguém?
São golpes contra a dona Maria, que acreditou, através de um teatrinho telefônico, que sua filha havia sido sequestrada, e pagou o resgate fajuto com o dinheiro que havia guardado para uma cirurgia. São golpes contra o seu José, que chegou aos 70 anos sem nunca ter ido ao Rio de Janeiro e, para realizar o sonho, caiu na lábia de alguém que se passava por agente de turismo.
Sempre haverá quem diga que melhor isso do que ter uma arma apontada para o próprio peito. Não sei se existe alguma opção “melhor”. Beneficiar-se da inocência alheia é uma indignidade que rebaixa a condição humana. De tal forma a tecnologia facilita esses golpes que eles se tornaram pandêmicos. Viramos um mundaréu de desconfiados, neuróticos, sempre de pé atrás com tudo e todos. Nem em rostos e vozes dá para acreditar, podem ser fakes também.
Até aqui, eu acreditava que todo progresso vinha acompanhado de desafios e que era só uma questão de ajuste, evoluir sempre foi estimulante. Daqui para frente, já não sei, o otimismo largou minha mão.
A partir de informações presentes no texto, é correto afirmar que a autora defende que